
Por Luciana Mamede
Há cores que chegam discretamente às passarelas. Outras simplesmente entram em cena e pedem para ser percebidas. É o caso do amarelo que começa a ganhar força na New York Fashion Week.
Nas coleções apresentadas nesta temporada, a cor aparece em diferentes intensidades e interpretações: vibrante, solar, cítrica, manteiga, dourada, quase açafrão. Mais do que uma tendência cromática, o amarelo surge como uma espécie de estado de espírito.
Ele ilumina vestidos delicados, ganha força em alfaiatarias, aparece em calças, conjuntos e produções inteiras. Em alguns momentos é pop e urbano; em outros, sofisticado e quase etéreo.
Nas imagens que selecionei, é possível perceber justamente essa diversidade. Um mesmo amarelo pode transmitir sensualidade, frescor, alegria, elegância ou até uma certa nostalgia.
E talvez esteja aí a sua força para a próxima temporada: o amarelo não chega com uma única personalidade. Ele se adapta.
Do amarelo intenso que conversa com a energia de Nova York ao tom suave que se aproxima do creme e do dourado, a cor ganha novas possibilidades de styling. Pode ser protagonista em um look monocromático ou aparecer como ponto de luz em uma produção neutra.
A moda, mais uma vez, mostra que uma cor nunca é apenas uma cor. Ela carrega contexto, memória, comportamento e desejo.
E o amarelo parece querer nos lembrar de uma coisa muito simples: vestir também pode ser uma maneira de iluminar os dias.
Na New York Fashion Week, o amarelo não passa despercebido. Ele chega para ocupar espaço, trazer energia e, principalmente, criar novas possibilidades para a moda.
Ser & Estar
Luciana Mamede
Seja feliz e até breve.






































