O Ministério da Saúde lançou esta semana a “Oficina Mobilização Social por uma APS Mais Forte”, que percorre as regiões do país com o objetivo de revitalizar o controle social sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas, conselheiros municipais e movimentos sociais participaram ativamente do evento, compartilhando desafios e estratégias regionais de engajamento.
Em sua passagem pelo Sudeste, o encontro reuniu cerca de 800 representantes de conselhos de saúde, secretarias estaduais e municipais e organizações da sociedade civil. Entre as pautas centrais estão as desigualdades no acesso à saúde, o enfrentamento de doenças negligenciadas, atenção à saúde da população negra e das pessoas em situação de rua, reforço de políticas para HIV e hanseníase, entre outras demandas emergentes.
Durante a abertura, uma assessora técnica da secretaria de atenção primária frisou que “reconstruir o SUS e fortalecer a atenção primária depende de ouvir quem atua nos territórios”. A iniciativa destaca que da união entre gestão e participação cidadã se moldam políticas mais efetivas e sensíveis às realidades locais.
O evento também revelou um dado preocupante: 63,7% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Brasil ainda não contam com conselho local de saúde ativo — um indicador de lacuna no controle social institucionalizado. Por outro lado, em 52,1% das UBS, os agentes comunitários de saúde já mobilizam suas comunidades para participação em instâncias deliberativas.
Essa ação do Ministério da Saúde marca um movimento estratégico: revitalizar o SUS não apenas por meio de recursos ou infraestrutura, mas valorizando a participação cidadã como eixo estruturante da gestão pública em saúde — especialmente no nível local, onde as relações com a população são mais diretas e urgentes.
Por: Redação da Gazeta






































