Os Estados Unidos deportaram mais de 25 mil migrantes para países diferentes de suas nações de origem por meio de uma ampla política de acordos internacionais implementada durante o governo do presidente Donald Trump. A operação envolveu recursos milionários destinados a governos estrangeiros e organismos internacionais.
Segundo a investigação coordenada pela organização Forbidden Stories, ao menos 25.447 pessoas foram enviadas a 28 países entre janeiro de 2025 e 31 de agosto de 2026. Ao todo, Washington teria firmado entendimentos com 35 países para receber os chamados cidadãos de terceiros países, estrangeiros encaminhados para locais com os quais, em diversos casos, não possuíam vínculos anteriores.
Documentos internos do Departamento de Estado indicam que pelo menos US$ 410 milhões foram previstos para sustentar os acordos e operações relacionadas. Desse montante, cerca de US$ 81 milhões seriam destinados diretamente aos governos participantes, enquanto parcelas maiores foram direcionadas a organismos internacionais envolvidos na assistência aos migrantes.
O México recebeu a maior parte dos deportados, aproximadamente 20 mil pessoas. Os demais foram encaminhados para diferentes países da América Latina, África e região do Pacífico.
A política também enfrenta questionamentos na Justiça norte-americana. Uma decisão recente de um tribunal federal de apelações reforçou que migrantes precisam ter oportunidade adequada para contestar deportações para terceiros países quando alegarem riscos à própria segurança.
A Casa Branca sustenta que os acordos são utilizados, entre outras situações, quando os países de origem se recusam a receber seus cidadãos ou quando existem impedimentos para o retorno. A investigação, no entanto, amplia o debate internacional sobre transparência, garantias jurídicas e os limites da política migratória adotada pelos Estados Unidos.
Por: Redação do Jornal Gazeta Nacional





































