O Brasil enfrenta um grave surto de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, com registros que já ultrapassam 250 casos suspeitos em 12 estados e pelo menos três mortes confirmadas. O caso mais preocupante é em São Paulo, onde autoridades intensificaram a fiscalização e interditaram estabelecimentos suspeitos de comercializar produtos falsificados.
A Anvisa emitiu um alerta nacional e iniciou um plano emergencial para importar o fomepizol, antídoto utilizado no tratamento das intoxicações, além de reforçar a distribuição de etanol farmacêutico aos hospitais. O Ministério da Justiça e a AGU também determinaram que plataformas digitais retirem anúncios de insumos usados na falsificação, como garrafas e rótulos.
A gravidade do surto levou a Câmara Municipal de São Paulo a instaurar uma CPI para investigar a origem e o alcance da adulteração, em meio a críticas sobre falhas na fiscalização e no controle do comércio informal de bebidas.
Autoridades reforçam o alerta à população: somente consuma bebidas alcoólicas de procedência comprovada e evite produtos sem rótulo ou vendidos a preços muito abaixo do mercado. O metanol, substância tóxica usada em combustíveis e solventes, é extremamente perigoso e pode causar cegueira, danos neurológicos irreversíveis e morte mesmo em pequenas doses.
Por: Redação da Gazeta





































