Um complexo turístico de luxo no interior do Paraná, conhecido como Resort Tayayá e associado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, voltou a ganhar destaque na imprensa ao ser revelado que o local abriga um cassino com jogos de apostas e inclui casas de alto padrão cujo valor de cota chega a R$ 750 mil.
Localizado às margens da represa de Xavantes, em Ribeirão Claro (PR), o resort oferece infraestrutura de alto nível, incluindo piscinas aquecidas, passeios de caiaque e atividades recreativas, além de um espaço de jogos com máquinas eletrônicas e mesas de cartas. Apesar de parte das vídeo loterias ser autorizada no estado, mesas como blackjack com apostas em dinheiro são proibidas pela legislação brasileira e têm gerado questionamentos sobre a legalidade das operações no local.
O empreendimento funciona em um modelo de multipropriedade: cotas de apartamentos e casas são vendidas a investidores que têm direito de uso por períodos definidos ao longo do ano. As unidades mais simples custam cerca de R$ 154 700, enquanto residências maiores na área denominada Ecoview, onde Toffoli costuma se hospedar, exigiram investimentos de mais de R$ 750 mil por cota.
A ligação do ministro com o resort se dá principalmente por meio de familiares: dois irmãos e um primo de Toffoli foram sócios do empreendimento entre 2021 e 2025, participando da construção e gestão do hotel antes de vender suas cotas a um advogado que atua para grandes interesses empresariais.
Funcionários relataram que Toffoli frequenta o local e que colegas do STF também já estiveram hospedados, apesar de seu nome não constar oficialmente como proprietário. Procurado, o atual controlador do resort negou a presença de jogos ilegais, afirmando que máquinas seguem autorização estatal e que as mesas de cartas são para lazer dos hóspedes, sem incentivo à jogatina.
A polêmica sobre o resort se insere em um contexto mais amplo de debates sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo decisões judiciais e relações financeiras, temas que têm sido explorados em reportagens e seguem sob observação da opinião pública.
Por: Redação da Gazeta





































