Arquivo – Subsecretária de Estado dos EUA Wendy Sherman. – Rodrigo Reyes Marin/ZUMA Press W / DPA© Fornecido por News 360
“Todos querem que este conflito termine, e a Ucrânia mais do que qualquer outra pessoa. Claro que ouvimos vozes a pedir o fim do conflito, mas todos, absolutamente todos, concordam que ‘Nada sobre a Ucrânia, sem a Ucrânia'”, disse o Sub-Secretário de Estado.
“As decisões que são tomadas têm de ser sobre a Ucrânia, um país cuja integridade territorial tem sido minada por uma superpotência”, disse ela. “Londres, Roma, Paris, Praga… onde quer que eu tenha estado, fiquei impressionada com a determinação que foi demonstrada”, reiterou.
Sherman reconheceu, contudo, o cansaço que a duração da guerra está a gerar entre a população, em grande parte devido ao impacto económico no preço dos combustíveis e ao aumento da inflação. Em resposta, o subsecretário de Estado apelou ao “sacrifício” face ao impacto da invasão russa e às possíveis consequências se outros países não fizerem um esforço para responder.
“Não há dúvida de que o mundo inteiro sofreu as consequências disto”, disse ela. “Há crianças que passaram de esfomeadas a morrer de fome”, acrescentou Sherman, antes de colocar toda a responsabilidade pelo que aconteceu nos ombros do Presidente russo Vladimir Putin.
“O que Putin fez foi invadir um país soberano e tentar destruir o seu povo e todos estão a sofrer as consequências. Quero que isto termine. O povo da Ucrânia quer que isto acabe. Mas as pessoas têm de compreender o que está em jogo. Trata-se, antes de mais, de a Ucrânia escolher o seu próprio futuro, mas também temos de mostrar que um país não pode invadir outro com impunidade, porque então estaremos todos em perigo”, concluiu.