O Ministério da Saúde confirmou 225 casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas no país. Do total, 16 já foram comprovados por exames laboratoriais — 14 deles em São Paulo — e 209 seguem sob investigação.
O estado paulista concentra a maioria das notificações, com 192 registros. Duas mortes foram confirmadas e outras 13 estão em análise em diferentes estados. As vítimas, em sua maioria, são homens adultos que consumiram bebidas destiladas de procedência duvidosa, adquiridas em bares e pequenos comércios.
A substância metanol é altamente tóxica e, quando ingerida, pode causar danos graves ao sistema nervoso central, cegueira e até levar à morte. Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça, náuseas, tontura, visão turva e confusão mental — evoluindo rapidamente para quadros mais severos se o atendimento não for imediato.
Como medida emergencial, o Ministério da Saúde reforçou o envio de etanol farmacêutico aos estados, utilizado como antídoto no tratamento das intoxicações. Além disso, as secretarias estaduais intensificaram operações de fiscalização, resultando na apreensão de milhares de garrafas suspeitas de adulteração.
O governo alerta a população para que evite o consumo de bebidas de origem desconhecida, sem rótulo ou selo fiscal, e reforce a atenção em estabelecimentos que comercializam destilados. A recomendação é clara: diante de qualquer suspeita de adulteração, o produto deve ser descartado e o caso comunicado às autoridades de saúde.
Por: Redação da Gazeta





































