Há escolhas financeiras que acabam se confundindo com a própria história de uma vida. O primeiro salário, a construção de uma carreira, a abertura de uma empresa, a conquista da casa própria, os investimentos e os projetos para o futuro fazem do relacionamento com um banco algo que, muitas vezes, atravessa diferentes momentos e até gerações de uma mesma família.
É dentro dessa relação que o Itaú Unibanco construiu uma trajetória que já ultrapassa um século. A história que deu origem ao atual grupo remonta a 1924, com a atividade bancária da Casa Moreira Salles, origem do Unibanco. O Itaú, por sua vez, teve seu marco inicial em 1943, e as duas trajetórias se encontraram em 2008 com a união que deu origem ao Itaú Unibanco.
Mas atravessar gerações significa também compreender que a maneira como as pessoas se relacionam com o dinheiro mudou profundamente. Durante décadas, a agência bancária representou o principal ponto de encontro entre clientes e instituições financeiras. Hoje, boa parte dessa relação acontece na palma da mão, acompanhando uma sociedade que incorporou velocidade, mobilidade e personalização à rotina.
É justamente nesse encontro entre tradição e transformação que o banco procura construir seu próximo capítulo. Em 2026, o Itaú apresentou a ia.i, experiência de inteligência artificial generativa integrada ao Superapp. A proposta permite que clientes utilizem linguagem natural, por texto ou voz, para interagir com diferentes informações e funcionalidades relacionadas à vida financeira.
Mais do que incorporar uma nova tecnologia, a iniciativa acompanha uma transformação maior. O desafio dos bancos contemporâneos já não está apenas em transportar serviços tradicionais para o ambiente digital, mas em tornar a relação com as finanças mais intuitiva, simples e próxima das necessidades de cada pessoa.
Essa evolução também revela como instituições construídas muito antes da era digital precisam aprender continuamente a conversar com novas gerações. O cliente que antes resolvia sua vida financeira diante de um gerente hoje espera encontrar respostas, serviços e possibilidades de maneira quase imediata, sem abrir mão de segurança e confiança.
Ao mesmo tempo, o Itaú ampliou ao longo dos anos sua presença para territórios que ultrapassam a experiência bancária convencional. Cultura, música, entretenimento, benefícios e diferentes experiências passaram a integrar a maneira como a marca estabelece relacionamento com o público.
Existe algo particularmente simbólico nessa transformação. Uma instituição que atravessou diferentes momentos da história econômica brasileira chega à era da inteligência artificial diante de consumidores que talvez jamais tenham precisado entrar em uma agência para realizar grande parte de suas operações financeiras.
O cenário mudou, assim como mudaram os hábitos, as tecnologias e as expectativas. O que permanece é a necessidade de construir relações capazes de acompanhar projetos, escolhas e sonhos que continuam fazendo parte da vida das pessoas.
Depois de mais de um século de história, o desafio talvez seja exatamente este: preservar a confiança conquistada pelo tempo enquanto se mantém a capacidade de enxergar aquilo que ainda está por vir.
Porque tradição e futuro não precisam ocupar lados opostos. Quando uma marca consegue compreender as transformações de cada geração, sua história deixa de representar apenas aquilo que já viveu e passa também a fazer parte daquilo que ainda será construído.
Por: Redação do Jornal Gazeta Nacional





































