Brasília, 16 de junho de 2025 — O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), justificou sua recente mudança de postura em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alegando forte pressão interna de parlamentares. A decisão de pautar a urgência de um Projeto de Decreto Legislativo que visa sustar a alta do IOF contrariou o Planalto e foi vista por aliados como uma quebra de acordo.
Até então, Motta vinha defendendo medidas fiscais articuladas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. No entanto, a pressão de lideranças partidárias e do centrão por mais protagonismo legislativo e liberação de emendas teria forçado o recuo.
Nos bastidores, o movimento foi interpretado por integrantes do governo como um gesto de fragilidade ou até mesmo como um ato de traição política. A mudança de posicionamento ocorreu dias após Motta classificar uma reunião com o governo como “noite histórica”, alimentando expectativas de alinhamento com o Executivo.
A votação da urgência do projeto que anula a alta do IOF está prevista para esta segunda-feira (16). O resultado deve ser um indicativo do atual equilíbrio de forças na Câmara e da capacidade de articulação do Palácio do Planalto frente à crescente autonomia do Legislativo.
Por: Redação da Gazeta





































