Los Angeles, EUA — A 68ª edição do Grammy Awards, realizada na noite de 1º de fevereiro de 2026, foi marcada por momentos históricos na música — e por discursos com forte teor político. Um dos destaques foi o porto-riquenho Bad Bunny, que foi aplaudido de pé ao usar seu tempo no palco para criticar o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e defender a dignidade dos imigrantes.
Bad Bunny — cujo nome real é Benito Antonio Martínez Ocasio — venceu o Grammy de Melhor Álbum de Música Urbana com Debí Tirar Más Fotos, trabalho que também se tornou o primeiro álbum totalmente em espanhol a vencer o prêmio de Álbum do Ano na história da premiação.
No discurso de aceitação, ele abriu suas palavras com um protesto direto: “Fora ICE. Não somos selvagens, não somos animais, nós somos seres humanos e somos americanos”, afirmou, ganhando aplausos da plateia presente.
O artista aproveitou o momento para chamar à compaixão e ao amor como resposta ao ódio, destacando a importância de lutar por justiça, sem desumanizar comunidades imigrantes.
A fala de Bad Bunny também ressoou em meio a um clima mais amplo de crítica durante o evento, com outros artistas se posicionando contra políticas migratórias rigorosas e ressaltando a contribuição dos imigrantes à cultura e à sociedade americana.
Além da vitória e do discurso marcante, o porto-riquenho segue em evidência na temporada de prêmios e será o atração principal do show de intervalo do Super Bowl LX, em meio a debates públicos sobre sua postura pública e artística.
Por: Redação da Gazeta





































