O enviado especial dos Estados Unidos à Ucrânia, Keith Kellogg, afirmou nesta semana que um acordo para pôr fim à guerra entre Ucrânia e Rússia está “muito próximo”. Segundo ele, restam apenas duas grandes pendências — a definição do futuro da região do Donbas e o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia Nuclear Power Plant. Kellogg chegou a afirmar que as negociações entraram na chamada “última reta”, expressão usada para indicar proximidade da conclusão do processo.
Apesar do otimismo de Washington, o governo do Kremlin — poder de fato da Rússia — manifestou que considera necessária uma “mudança radical” nas propostas americanas para aceitar o que está sendo negociado. Por ora, as conversas envolveram três dias de diálogo entre Estados Unidos e Ucrânia, seguidos de novos esforços diplomáticos em Moscou e em outras capitais para buscar um consenso.
Do lado ucraniano, há cautela. Lideranças apontam que qualquer concessão de território — especialmente em Donbas — passa por debates internos e, possivelmente, referendos, gerando temor diante de novas ofensivas russas. O conflito, iniciado em 2022, já se tornou o mais mortífero conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com graves consequências humanitárias e políticas; a pressão para encerrar a guerra cresce tanto internacionalmente quanto dentro do país.
Analistas afirmam que, caso as negociações avancem, o eventual acordo dependerá de garantias de segurança duradouras para a Ucrânia — um ponto delicado, dado o envolvimento militar e geopolítico russo. Mesmo assim, a declaração de Kellogg reacende as esperanças de uma resolução diplomática — simbolizando, para muitos, a possibilidade de colocar fim a um dos conflitos mais complexos da atualidade.
Por: Redação da Gazeta





































