
O setor de gastronomia e entretenimento está em plena efervescência, e poucas empresas têm conseguido unir tecnologia, marketing de influência e experiência de consumo com tanta precisão quanto a Convert. Para compreender melhor esse movimento e os próximos passos da companhia, conversei com Guilherme Rosa, novo integrante do time executivo, que traz consigo mais de uma década de trajetória em grandes corporações e startups de impacto.
Nesta entrevista, ele compartilha aprendizados adquiridos em empresas globais, revela seus planos estratégicos à frente da Convert e aponta como enxerga o futuro de um mercado que não para de se reinventar.
Suzi Freitas: Guilherme Rosa, para começarmos, conte um pouco sobre sua trajetória acadêmica e profissional até aqui. Como sua formação na FGV e sua experiência em vendas moldaram o profissional que você é hoje?
Guilherme: Comecei muito jovem na trajetória acadêmica, ainda com 17 anos, ingressando como aluno de administração de empresas na FGV, que é uma das faculdades mais bem conceituadas, principalmente na área de Finanças. Entretanto, sempre me chamou mais a atenção a área de estratégia mercadológica e posicionamento de marca. Foi nessa área que especializei minha graduação, mas o primeiro contato real com a área comercial aconteceu durante meu estágio na brMalls, atual ALLOS. Lá foi onde esse interesse se despertou, e a partir daí comecei a trilhar minha trajetória profissional.
Suzi Freitas: Você já passou por grandes empresas como Oracle, WeWork e Keeta. O que cada uma dessas experiências trouxe de mais marcante para sua carreira?
Guilherme: A Oracle foi a empresa que me deu esse pontapé inicial e me moldou como profissional da área de Vendas. Foi lá também onde eu tive o primeiro contato com o mundo da tecnologia. Além de uma “big tech”, a Oracle foi e ainda é uma grande escola de vendas. Eu entrei na empresa através de um programa de aceleração que existia na época, onde ficávamos imersos em vários treinamentos e conhecimentos sobre a cultura e dinâmica da empresa por mais de 1 mês. Mas na área Comercial, o aprendizado on the job é o que de fato faz mais diferença e na Oracle passei por diversas áreas e produtos/soluções diferentes. A empresa me ensinou que você precisa ser aberto às mudanças e ser muito determinado e focado onde quer chegar para ser um profissional bem-sucedido nessa área.
Aprendi também conceitos de tecnologia que me ajudaram a entender como empresas de qualquer tamanho operam suas aplicações e softwares. Essa base de conhecimento foi fundamental para eu entender as dinâmicas que moldam o mercado de tecnologia, despertando o meu interesse nesse segmento.
Mas havia a vontade dentro de mim de participar de algo que trouxesse mais impacto, eu queria viver a experiência de estar dentro de uma startup em crescimento. Foi quando surgiu a oportunidade de ir para a WeWork, onde vivi os momentos mais intensos e emocionantes da minha carreira.
Ajudei a estruturar novas áreas e processos lá dentro e conheci o processo de vendas completo, desde a prospecção de clientes até a gestão de relacionamento e renovações. Foram mais de 4 anos, passando por momentos de altos e baixos, indo de uma startup em rápido crescimento para um cenário de crises políticas internas, lockdowns devido à pandemia de COVID-19, e depois a retomada nos anos de 2021 a 2023. O maior aprendizado, como você deve imaginar, foi a resiliência.
Minha passagem pela Keeta foi breve, mas de muitos aprendizados. Sempre tive muito interesse no mercado de gastronomia e a missão da empresa em fazer o mundo comer melhor e viver melhor me chamou a atenção. A Keeta faz parte de um dos maiores conglomerados de tecnologia da China e é a maior empresa de food service do mundo. Aprendi muito sobre esse mercado que até então não conhecia, e foi isso que me trouxe até a Convert.
Suzi Freitas: Trabalhar em empresas globais como Oracle e WeWork deve ter ampliado muito sua visão de mercado. Que aprendizados dessas experiências você pretende aplicar agora no Convert?
Guilherme: Principalmente como usar a
tecnologia para melhorar nosso serviço, trazendo um impacto maior e duradouro aos nossos clientes e parceiros. Aplicar minha experiência em Vendas em uma gigante de tecnologia vai contribuir para essa missão de expansão da Convert. Acredito que a experiência na WeWork me traz aprendizados enormes também. Quando se trata de criar uma comunidade e explorar o efeito de rede, a experiência na WeWork foi um aprendizado gigante sobre o que fazer e o que não fazer. É necessário ter os pés no chão e crescer a rede ao menor custo de aquisição possível.
Suzi Freitas: O que mais chamou sua atenção na proposta do Convert e o motivou a aceitar esse novo desafio?
Guilherme: O que mais me atraiu foi a visão de negócio dos sócios, os caminhos e possibilidades que temos à frente e a missão da empresa, que hoje é única no mercado. A vontade de fazer tudo isso acontecer e se consolidar é o que me trouxe até aqui. Além disso, trabalhar junto a grandes amigos meus é muito satisfatório e me dá uma energia muito maior e positiva.
Suzi Freitas: Como você enxerga a diferença entre atuar em grandes corporações e agora integrar uma scale-up brasileira de tecnologia e gastronomia?
Guilherme: São situações que lhe demandam competências e habilidades diferentes. Atuar em grandes empresas lhe dá bagagem e conhecimentos, visão de negócio e mais tranquilidade para imaginar o futuro. Fazer parte de uma startup e de fato empreender em um mercado totalmente novo para mim é algo muito satisfatório, mas que exige uma responsabilidade muito maior. Aqui minhas ações têm impacto direto, imediato e muito mais profundo, então todas as ações precisam ser analisadas com muito cuidado.
Suzi Freitas: A Convert está em pleno crescimento e já se consolidou como um elo entre restaurantes, bares e influenciadores. Quais são os seus principais objetivos estratégicos nessa nova fase?
Guilherme: O momento agora é de aparar algumas arestas na estratégia de go-to-market da companhia e traçar o plano de expansão. A Convert de hoje com certeza não será a mesma que daqui há 1 ano. Fazer o que fazemos hoje nos abriu um mar de possibilidades e oportunidades de negócio, e o momento é de pensar onde queremos chegar e como vamos fazer para chegar lá. Existem vários caminhos e estratégias que estamos analisando para criarmos uma nova fase da empresa, mas a nossa essência de combinar marketing de influência e tecnologia seguirá a mesma.
Suzi Freitas: Você acredita que sua chegada pode acelerar planos de expansão nacional ou até internacional da Convert?
Guilherme: Com certeza, está muito claro nosso plano de expansão nacional. Temos um modelo de negócios escalável e que nos permite pensar grande e explorar regiões ainda não atendidas. Isso trará novos desafios internos, mas as dores do crescimento irão compensar no final. Existe a vontade de expandir internacionalmente, claro, mas isso requer um tempo maior para ajustarmos o modelo de negócio antes de pisarmos em mercados que possuem outras dinâmicas.
Suzi Freitas: Quais indicadores ou resultados você pretende priorizar nos primeiros meses de atuação?
Guilherme: O foco nestes primeiros meses em termos de resultados é melhorar nossa conversão na captação de novos parceiros e clientes. Começando por São Paulo, que ainda há muito a ser explorado, mas já pensando em novas oportunidades em cidades como Belo Horizonte, Brasília e Florianópolis.
Suzi Freitas: Na sua opinião, qual é o maior diferencial competitivo do Convert no mercado atual?
Guilherme: Apesar de ser um trabalho de desenvolvimento e melhoria contínua, nossa tecnologia que nos proporciona escalabilidade e baixo custo operacional nos permite crescer rapidamente e nos consolidar como referência em um nicho de mercado pouco explorado. Nossa capacidade de proporcionar o marketing de influência e o marketing de experiência com constância e menor custo aos nossos clientes é inigualável.
Suzi Freitas: O setor de gastronomia e entretenimento está em constante transformação. Como você imagina o futuro desse mercado nos próximos anos e o papel do Convert nesse cenário?
Guilherme: Cada vez mais esses setores estão focados na experiência de consumo. Em tornar aquele momento uma experiência única e que merece ser conhecida por um público maior, ou seja, tornar aquela experiência em um ambiente físico conhecido no ambiente online. A Convert quer ser o caminho para isso acontecer. Ou seja, qualquer empresa que transforme a venda de um produto em experiência de consumo poderá contar com a Convert para tornar isso acessível a mais pessoas.
Suzi Freitas: Por fim, que mensagem você gostaria de deixar para os parceiros, clientes e futuros investidores sobre esse novo momento da Convert?
Guilherme: Aos nossos clientes e parceiros de negócio, quero agradecer e reforçar o voto de confiança que nos foi dado e que possamos assim crescer juntos. Seguimos melhorando nossa tecnologia e nossos serviços dia após dia e o feedback e contribuição de vocês é extremamente valioso.
Contatos do entrevistado
📞 (11) 95772-8359
📧 guilherme@myconvert.app
Por: Suzi Freitas, Editora-Chefe





































