
Os arranjadores trabalharam a distância. Thiago Amud mandou colaborações de Belo Horizonte; Jaques Morelenbaum, do Rio; e Letieres Leite, de Salvador. As gravações do que eles colocavam nas partituras eram feitas por naipes de músicos que também não iam ao estúdio do artista. E assim nasceu Meu Coco, um álbum com instantes de uma beleza profunda e muitas vezes triste, como a bela Ciclâmen do Líbano, um pedido de Caetano a Jaques Morelenbaum para que ele achasse uma sonoridade “que misturasse música árabe a Weber”; e um incômodo geracional forte em especial, Anjos Tronchos. Diz a letra: “Uns anjos tronchos do Vale do Silício / Desses que vivem no escuro em plena luz / Disseram: vai ser virtuoso no vício / Das telas dos azuis mais do que azuis”. E segue, desconstruindo demandas criadas por metadados: “Agora a minha história é um denso algoritmo / Que vende venda a vendedores reais / Neurônios meus ganharam novo outro ritmo / E mais e mais e mais e mais e mais”.
É talvez Anjos Tronchos um dos discursos de reação mais fortes de Caetano. Não é o tom do álbum, que tem ainda o axé minimal Não Vou Deixar, a doçura de Autoacalanto, feita ao neto Benjamin; a homenagem afro-terreira a Gil e Gal de Gilgal, a presença da portuguesa Carminho no fado Você Você dentre outras. Mas Anjos Tronchos tem conflito e dialética. “Eu achei que não seria capaz de lidar com esse tema, mas acabei conseguindo. Concluir essa música foi uma vitória sobre mim mesmo.” Se o próprio Caetano se cuida para não apequenar o pensamento se expondo ao ritmo das plataformas digitais, ele responde: “Eu sou muito velho para estar tomado pelo mundo das redes sociais. Não vejo muito Spotify, quando pego no computador dá tudo errado. Vivendo fora disso, a pessoa fica meio cética a respeito da possibilidade totalizante e dominante desse mundo se desenvolvendo assim. A experiência humana pode enfrentar muita coisa que parece inelutável e na hora H continua a ser apenas a experiência humana. Temos de ir vendo e vivendo. Eu não me entrego não”.
Por: Julio Maria

Os arranjadores trabalharam a distância. Thiago Amud mandou colaborações de Belo Horizonte; Jaques Morelenbaum, do Rio; e Letieres Leite, de Salvador. As gravações do que eles colocavam nas partituras eram feitas por naipes de músicos que também não iam ao estúdio do artista. E assim nasceu Meu Coco, um álbum com instantes de uma beleza profunda e muitas vezes triste, como a bela Ciclâmen do Líbano, um pedido de Caetano a Jaques Morelenbaum para que ele achasse uma sonoridade “que misturasse música árabe a Weber”; e um incômodo geracional forte em especial, Anjos Tronchos. Diz a letra: “Uns anjos tronchos do Vale do Silício / Desses que vivem no escuro em plena luz / Disseram: vai ser virtuoso no vício / Das telas dos azuis mais do que azuis”. E segue, desconstruindo demandas criadas por metadados: “Agora a minha história é um denso algoritmo / Que vende venda a vendedores reais / Neurônios meus ganharam novo outro ritmo / E mais e mais e mais e mais e mais”.
É talvez Anjos Tronchos um dos discursos de reação mais fortes de Caetano. Não é o tom do álbum, que tem ainda o axé minimal Não Vou Deixar, a doçura de Autoacalanto, feita ao neto Benjamin; a homenagem afro-terreira a Gil e Gal de Gilgal, a presença da portuguesa Carminho no fado Você Você dentre outras. Mas Anjos Tronchos tem conflito e dialética. “Eu achei que não seria capaz de lidar com esse tema, mas acabei conseguindo. Concluir essa música foi uma vitória sobre mim mesmo.” Se o próprio Caetano se cuida para não apequenar o pensamento se expondo ao ritmo das plataformas digitais, ele responde: “Eu sou muito velho para estar tomado pelo mundo das redes sociais. Não vejo muito Spotify, quando pego no computador dá tudo errado. Vivendo fora disso, a pessoa fica meio cética a respeito da possibilidade totalizante e dominante desse mundo se desenvolvendo assim. A experiência humana pode enfrentar muita coisa que parece inelutável e na hora H continua a ser apenas a experiência humana. Temos de ir vendo e vivendo. Eu não me entrego não”.
Por: Julio Maria

Os arranjadores trabalharam a distância. Thiago Amud mandou colaborações de Belo Horizonte; Jaques Morelenbaum, do Rio; e Letieres Leite, de Salvador. As gravações do que eles colocavam nas partituras eram feitas por naipes de músicos que também não iam ao estúdio do artista. E assim nasceu Meu Coco, um álbum com instantes de uma beleza profunda e muitas vezes triste, como a bela Ciclâmen do Líbano, um pedido de Caetano a Jaques Morelenbaum para que ele achasse uma sonoridade “que misturasse música árabe a Weber”; e um incômodo geracional forte em especial, Anjos Tronchos. Diz a letra: “Uns anjos tronchos do Vale do Silício / Desses que vivem no escuro em plena luz / Disseram: vai ser virtuoso no vício / Das telas dos azuis mais do que azuis”. E segue, desconstruindo demandas criadas por metadados: “Agora a minha história é um denso algoritmo / Que vende venda a vendedores reais / Neurônios meus ganharam novo outro ritmo / E mais e mais e mais e mais e mais”.
É talvez Anjos Tronchos um dos discursos de reação mais fortes de Caetano. Não é o tom do álbum, que tem ainda o axé minimal Não Vou Deixar, a doçura de Autoacalanto, feita ao neto Benjamin; a homenagem afro-terreira a Gil e Gal de Gilgal, a presença da portuguesa Carminho no fado Você Você dentre outras. Mas Anjos Tronchos tem conflito e dialética. “Eu achei que não seria capaz de lidar com esse tema, mas acabei conseguindo. Concluir essa música foi uma vitória sobre mim mesmo.” Se o próprio Caetano se cuida para não apequenar o pensamento se expondo ao ritmo das plataformas digitais, ele responde: “Eu sou muito velho para estar tomado pelo mundo das redes sociais. Não vejo muito Spotify, quando pego no computador dá tudo errado. Vivendo fora disso, a pessoa fica meio cética a respeito da possibilidade totalizante e dominante desse mundo se desenvolvendo assim. A experiência humana pode enfrentar muita coisa que parece inelutável e na hora H continua a ser apenas a experiência humana. Temos de ir vendo e vivendo. Eu não me entrego não”.
Por: Julio Maria

Os arranjadores trabalharam a distância. Thiago Amud mandou colaborações de Belo Horizonte; Jaques Morelenbaum, do Rio; e Letieres Leite, de Salvador. As gravações do que eles colocavam nas partituras eram feitas por naipes de músicos que também não iam ao estúdio do artista. E assim nasceu Meu Coco, um álbum com instantes de uma beleza profunda e muitas vezes triste, como a bela Ciclâmen do Líbano, um pedido de Caetano a Jaques Morelenbaum para que ele achasse uma sonoridade “que misturasse música árabe a Weber”; e um incômodo geracional forte em especial, Anjos Tronchos. Diz a letra: “Uns anjos tronchos do Vale do Silício / Desses que vivem no escuro em plena luz / Disseram: vai ser virtuoso no vício / Das telas dos azuis mais do que azuis”. E segue, desconstruindo demandas criadas por metadados: “Agora a minha história é um denso algoritmo / Que vende venda a vendedores reais / Neurônios meus ganharam novo outro ritmo / E mais e mais e mais e mais e mais”.
É talvez Anjos Tronchos um dos discursos de reação mais fortes de Caetano. Não é o tom do álbum, que tem ainda o axé minimal Não Vou Deixar, a doçura de Autoacalanto, feita ao neto Benjamin; a homenagem afro-terreira a Gil e Gal de Gilgal, a presença da portuguesa Carminho no fado Você Você dentre outras. Mas Anjos Tronchos tem conflito e dialética. “Eu achei que não seria capaz de lidar com esse tema, mas acabei conseguindo. Concluir essa música foi uma vitória sobre mim mesmo.” Se o próprio Caetano se cuida para não apequenar o pensamento se expondo ao ritmo das plataformas digitais, ele responde: “Eu sou muito velho para estar tomado pelo mundo das redes sociais. Não vejo muito Spotify, quando pego no computador dá tudo errado. Vivendo fora disso, a pessoa fica meio cética a respeito da possibilidade totalizante e dominante desse mundo se desenvolvendo assim. A experiência humana pode enfrentar muita coisa que parece inelutável e na hora H continua a ser apenas a experiência humana. Temos de ir vendo e vivendo. Eu não me entrego não”.
Por: Julio Maria





































