O Brasil pretende se manifestar nesta segunda-feira, 5 de janeiro, na reunião extraordinária do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a crise na Venezuela, marcada pela operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa em Caracas.
Apesar de não ter assento permanente no colegiado e, portanto, não ter direito a voto, o país vai solicitar a palavra e defender uma posição alinhada à nota oficial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que o representante brasileiro na ONU, Sergio Danese, repita a condenação da ofensiva americana, destacando a importância do respeito à soberania nacional e ao direito internacional, pilares da diplomacia brasileira.
O discurso oficial, segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores, deve enfatizar que qualquer violação da soberania de um Estado — independentemente do contexto político interno — representa um precedente perigoso para a ordem internacional, sem mencionar diretamente líderes como Trump ou Maduro.
A reunião está sendo realizada em Nova York a pedido da Colômbia e com o apoio de países como China e Rússia, diante da preocupação de que a escalada militar possa ameaçar a estabilidade regional e os fundamentos do direito internacional previstos na Carta da ONU.
O posicionamento brasileiro também reforça a defesa de uma solução pacífica e negociada para a crise venezuelana, ao mesmo tempo em que lembra a necessidade de evitar “ingerências externas” e de privilegiar o diálogo diplomático na resolução de conflitos entre países.
Por: Redação da Gazeta





































