A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição imediata da comercialização, fabricação, importação, distribuição, divulgação e uso da retatrutida em todo o território nacional. A medida também atingiu produtos irregulares à base de tirzepatida comercializados por marcas sem autorização sanitária.
Segundo a Anvisa, os produtos estavam sendo anunciados principalmente por meio de redes sociais e não possuem registro, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador, o que significa que não há qualquer garantia sobre sua composição, segurança, eficácia ou qualidade.
A decisão ocorre em meio ao crescimento da procura por medicamentos voltados ao emagrecimento e ao avanço da comercialização clandestina de substâncias experimentais. A retatrutida, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, ainda está em fase de estudos clínicos e não foi aprovada por nenhuma agência reguladora no mundo. Mesmo assim, versões irregulares do produto passaram a ser oferecidas ilegalmente pela internet, despertando preocupação das autoridades sanitárias.
A Anvisa reforça que medicamentos adquiridos fora dos canais autorizados podem apresentar riscos severos à saúde, incluindo contaminação, dosagens desconhecidas, efeitos adversos graves e ausência de controle sobre a procedência dos insumos utilizados na fabricação.
Diante do aumento das vendas ilegais, a Agência também passou a atuar em conjunto com a Polícia Federal em operações de combate à entrada irregular, falsificação e distribuição clandestina de medicamentos para emagrecimento. As investigações identificaram inclusive a circulação de substâncias experimentais e movimentações milionárias ligadas ao mercado ilegal dessas chamadas “canetas emagrecedoras”.
O alerta das autoridades é direto: qualquer produto anunciado como retatrutida no Brasil atualmente deve ser considerado irregular e não deve ser utilizado sob nenhuma hipótese.
Por: Redação da Gazeta






































