As ações do Alibaba sofreram forte queda nesta segunda-feira, 24 de agosto, em Hong Kong, depois que o grupo chinês anunciou uma nova operação bilionária para financiar sua expansão em inteligência artificial.
Os papéis chegaram a recuar cerca de 10% após a companhia confirmar uma emissão de novas ações avaliada em aproximadamente US$ 10,2 bilhões. Os recursos serão direcionados principalmente ao desenvolvimento de chips, modelos de inteligência artificial e ampliação da infraestrutura tecnológica necessária para sustentar o crescimento do negócio.
A reação negativa não significa, necessariamente, que investidores estejam rejeitando a estratégia do Alibaba em inteligência artificial. A principal preocupação está na dimensão dos investimentos e na forma escolhida para financiá-los.
A companhia emitirá 710 milhões de novas ações, o que provoca diluição da participação dos atuais acionistas. Além disso, os papéis da operação foram precificados com desconto de 8,4% em relação ao fechamento anterior, aumentando a pressão sobre as cotações.
O movimento acontece poucos dias depois de o Alibaba divulgar resultados que evidenciaram o peso de sua corrida tecnológica. No trimestre encerrado em junho, o lucro líquido caiu aproximadamente 75% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os investimentos de capital avançaram na mesma proporção e chegaram perto de US$ 10 bilhões.
Apesar da pressão sobre os resultados, a inteligência artificial já apresenta sinais importantes de crescimento. A divisão de nuvem e serviços relacionados à tecnologia registrou avanço expressivo de receita, reforçando a expectativa da empresa de transformar a IA em um dos principais motores de expansão dos próximos anos.
O Alibaba assumiu anteriormente o compromisso de investir cerca de 380 bilhões de yuans, aproximadamente US$ 56 bilhões, em inteligência artificial e infraestrutura de nuvem ao longo de três anos.
A estratégia coloca a companhia entre os grandes protagonistas da corrida tecnológica chinesa, mas também cria um desafio para sua administração: provar ao mercado que investimentos dessa magnitude serão capazes de produzir crescimento e rentabilidade suficientes para compensar o elevado custo da expansão.
A queda das ações mostra que, neste momento, investidores não estão questionando apenas quem poderá liderar a inteligência artificial. Também querem saber quanto essa liderança custará e, principalmente, quando começará a dar retorno.
Por: Redação do Jornal Gazeta Nacional





































