O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), que desistirá da ameaça de impor tarifas sobre países europeus e que, em vez disso, trabalhará em um **acordo com a Otan a respeito do futuro da Groenlândia, território ártico de soberania dinamarquesa que tem sido foco de intensa disputa diplomática.
Trump havia gerado forte tensão nas últimas semanas ao ameaçar aplicar tarifas escalonadas de até 25% contra aliados europeus que se opusessem à sua pressão por um acordo sobre o controle ou uso estratégico da ilha — movimento que foi duramente criticado por líderes da União Europeia e por parlamentares europeus, levando inclusive ao adiamento de uma votação sobre um importante acordo comercial transatlântico.
Segundo Trump, as negociações com a Otan resultaram na definição de um “framework” (estrutura) para um futuro entendimento que atenderia tanto os interesses dos Estados Unidos quanto os dos membros da aliança. Neste novo plano, os Estados Unidos não seguirão com as tarifas ameaçadas, e intensificarão o diálogo diplomático sobre a importância estratégica do Ártico, em especial diante dos desafios geopolíticos envolvendo China e Rússia.
A iniciativa de Trump — que anteriormente chegou a sugerir inclusive a possibilidade de controle americano sobre a Groenlândia — havia provocado protestos na Dinamarca e na própria Groenlândia, além de críticas públicas de diversos líderes europeus, que defenderam a soberania da ilha e advertiram para os riscos de uma ruptura nas relações transatlânticas.
Apesar do recuo nas tarifas, permanecem dúvidas sobre o alcance do acordo e o que exatamente foi pactuado com a Otan, já que detalhes concretos do suposto entendimento ainda não foram divulgados e a própria Groenlândia tem reafirmado sua vontade de manter autonomia dentro do Reino da Dinamarca.
Por: Redação da Gazeta





































