Em um dos capítulos mais relevantes das investigações sobre o Banco Master em 2025, a Polícia Federal (PF) concluiu na noite desta terça-feira (30) a acareação entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A medida foi adotada após a identificação de contradições nos depoimentos prestados por ambos ao longo do dia no Supremo Tribunal Federal (STF).
Os depoimentos começaram por volta das 14h, com Vorcaro sendo ouvido por cerca de três horas. Em seguida, Paulo Henrique Costa prestou esclarecimentos por aproximadamente duas horas. Após a oitiva de um terceiro depoente — o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos — a delegada responsável, Janaína Palazzo, decidiu promover o confronto direto entre Vorcaro e Costa. Santos, que não é investigado no caso, foi dispensado da acareação.
A acareação, que ocorreu no STF e durou aproximadamente 30 minutos, teve como objetivo esclarecer divergências nos relatos sobre as negociações envolvendo a tentativa de venda do Banco Master ao BRB e outros pontos cruciais do inquérito. Representantes do Ministério Público Federal e um juiz auxiliar do gabinete do ministro relator, Dias Toffoli, acompanharam o procedimento.
O caso apura suspeitas de irregularidades em operações que envolveriam supostos créditos sem lastro e que poderiam ter causado prejuízos bilionários, incluindo valores que passaram por negociações com o BRB. A investigação se tornou ainda mais complexa após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central em novembro e a prisão temporária de Vorcaro, que foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.
Com a conclusão da acareação, a PF continua a análise dos elementos coletados para decidir os próximos passos da investigação, sob a relatoria do ministro Toffoli, em um processo que já gerou debates sobre sua condução e impactos no sistema financeiro.
Por: Redação da Gazeta





































