A Venezuela viveu momentos de terror na quarta-feira (24), quando dois fortes terremotos atingiram o norte do país em um intervalo inferior a um minuto, provocando desabamentos, pânico generalizado e uma ampla operação de resgate. Considerado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) o evento sísmico mais intenso registrado no país em mais de um século, o desastre abalou cidades inteiras e deixou um rastro de destruição que ainda está sendo contabilizado.
O primeiro tremor, de magnitude 7,2, foi seguido apenas 39 segundos depois por um segundo abalo ainda mais forte, de magnitude 7,5. Os epicentros foram registrados próximos à região costeira entre Morón e Yumaré, no norte venezuelano, mas a intensidade foi suficiente para ser sentida em Caracas, em diversos estados do país e até em áreas da Colômbia e do norte do Brasil. O terremoto ocorreu em baixa profundidade, característica que amplia significativamente seu potencial destrutivo.
Prédios residenciais, estabelecimentos comerciais e parte da infraestrutura urbana sofreram danos severos. Imagens divulgadas por equipes de emergência mostram edifícios parcialmente destruídos, ruas tomadas por escombros e milhares de moradores deixando suas casas às pressas diante do risco de novos desabamentos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar também registrou danos estruturais, enquanto serviços de transporte e parte do fornecimento de energia foram interrompidos em diferentes regiões.
As autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência e mobilizaram equipes de bombeiros, militares, profissionais da saúde e voluntários para atuar nas áreas mais afetadas. As operações de busca seguem ininterruptamente diante da possibilidade de pessoas ainda estarem soterradas, enquanto dezenas de réplicas mantêm a população em estado de alerta permanente.
O número de vítimas continua sendo atualizado pelas autoridades. Os balanços mais recentes apontam pelo menos 164 mortos e cerca de mil feridos, mas o total pode aumentar à medida que as equipes conseguem acessar regiões isoladas e concluir as buscas entre os escombros.
A tragédia também mobilizou a comunidade internacional. Diversos países manifestaram solidariedade ao povo venezuelano e ofereceram apoio humanitário e equipes especializadas em resgate para auxiliar nas operações, enquanto organismos internacionais acompanham a evolução da situação e o impacto sobre a população atingida.
Especialistas lembram que a Venezuela está localizada em uma região de intensa atividade tectônica, onde ocorre o encontro entre as placas do Caribe e da América do Sul. Ainda assim, pela magnitude dos abalos e pelos danos registrados, o episódio já é considerado um dos desastres naturais mais severos enfrentados pelo país nas últimas décadas, marcando uma página dramática de sua história recente.
Por: Redação da Gazeta





































