O Mounjaro, medicamento injetável à base de tirzepatida, tem ganhado destaque — e controvérsia — no Brasil. Inicialmente aprovado pela Anvisa em setembro de 2023 para o tratamento de diabetes tipo 2, agora já está autorizado para tratar sobrepeso (comorbidades associadas) e obesidade, com uso combinado de dieta e atividade física — conforme portaria publicada em junho de 2025.
Pesquisa mostra que o Mounjaro promove reduções de peso impressionantes: até 22,5% do peso corporal em doses elevadas, superando concorrentes como Wegovy, com efeitos benéficos também no colesterol, pressão arterial e circunferência de cintura.
Entretanto, sua popularidade também trouxe consequências controversas. Antes da autorização oficial, casos de importação ilegal e contrabando já vinham ocorrendo — inclusive com apreensões de canetas no Aeroporto de Salvador.
Além disso, farmácias de manipulação passaram a oferecer substâncias similares, levantando questões sobre legalidade, procedência e segurança desses produtos, especialmente sem prescrição médica adequada. Outros países, como o Reino Unido, já demonstram preocupação com possíveis efeitos adversos, como a pancreatite aguda associada ao uso de GLP‑1, embora ainda em investigação.
Recentemente, a participação da tenista Serena Williams em uma campanha publicitária gerou mais discussões ao “normalizar” o uso destes tratamentos no pós-parto — um movimento que ampliou ainda mais o debate sobre a disseminação desse tipo de medicação.
Por: Redação da Gazeta






































