A decisão da Fifa de proibir a exibição de naming rights nos estádios da Copa do Mundo de 2026 gerou uma reação inusitada por parte de algumas das maiores marcas patrocinadoras de arenas esportivas. Em vez de apenas aceitarem a retirada de seus nomes das fachadas e transmissões oficiais, empresas como Levi’s e Gillette encontraram uma forma criativa e bem-humorada de transformar a restrição em estratégia de marketing.
A regra faz parte do conceito conhecido como clean stadium, que busca proteger os patrocinadores oficiais da Copa. Por isso, durante o torneio, estádios como MetLife Stadium, Gillette Stadium, AT&T Stadium e Levi’s Stadium passaram a ser identificados por nomes neutros relacionados às cidades ou regiões onde estão localizados.
Diante da proibição, a Levi’s chamou atenção ao publicar nas redes sociais imagens mostrando seu logotipo coberto, reproduzindo exatamente o que ocorreu no estádio que leva o nome da marca. A empresa chegou a alterar sua foto de perfil para uma versão “encoberta” do próprio logo, transformando a limitação imposta pela Fifa em uma campanha que rapidamente ganhou repercussão entre torcedores e profissionais de marketing.
A Gillette seguiu caminho semelhante e utilizou elementos visuais inspirados em espuma de barbear para ironizar o desaparecimento temporário de sua marca durante a competição. As ações foram vistas por especialistas como exemplos de como empresas podem gerar engajamento mesmo quando sua exposição tradicional é restringida.
A medida da Fifa não é inédita, mas voltou a ganhar destaque devido ao peso financeiro dos contratos de naming rights nos Estados Unidos. Um levantamento do setor aponta que a ausência das marcas durante a Copa pode representar uma perda equivalente a cerca de US$ 135 milhões em valor de mídia para as empresas envolvidas.
No fim das contas, o que parecia ser um apagão de visibilidade acabou se transformando em uma vitrine de criatividade. Ao brincar com a própria ausência, as marcas conseguiram manter suas identidades em evidência e provaram que, no marketing moderno, muitas vezes a conversa gerada vale tanto quanto a exposição tradicional.
Por: Redação da Gazeta





































