São Paulo, 16 de junho de 2025 — Dois métodos para emagrecimento rápido vêm dividindo a opinião pública e acendendo sinal de alerta entre médicos e especialistas em saúde: os medicamentos injetáveis à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, e o jejum intermitente — especialmente no modelo 16:8, em que a pessoa se alimenta por apenas 8 horas do dia e jejua pelas demais 16.
A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” transformou os consultórios médicos e farmácias em centros de alta demanda por esses medicamentos. Prometendo reduções de peso de até 25%, os fármacos à base de semaglutida e tirzepatida conquistaram celebridades, influenciadores e anônimos em busca da forma ideal. No entanto, os especialistas alertam: os efeitos colaterais podem ser severos e vão de náuseas intensas a pancreatite e distúrbios emocionais. O uso sem prescrição e o comércio clandestino têm sido denunciados por profissionais da saúde e órgãos de vigilância.
Em paralelo, o jejum intermitente, método adotado por milhões ao redor do mundo, também passou a ser alvo de polêmicas. Embora muitas pessoas relatem emagrecimento e sensação de leveza, novos estudos sugerem que essa prática pode estar associada a perdas significativas de massa magra e, em alguns casos, até ao aumento do risco cardiovascular a longo prazo.
Especialistas reforçam que não há fórmula mágica. A perda de peso eficaz e duradoura precisa respeitar o metabolismo, o histórico clínico e a rotina de cada indivíduo. Métodos radicais, embora tentadores, podem comprometer a saúde e trazer consequências irreversíveis.






































