A inflação brasileira apresentou sinais de desaceleração em outubro, trazendo um resultado mais favorável do que o previsto pelo mercado financeiro. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 23 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou avanço de 0,32%, abaixo dos 0,70% observados em setembro.
O desempenho surpreendeu analistas, que projetavam uma elevação próxima de 0,45%, e foi influenciado principalmente pela redução nos preços das passagens aéreas e da energia elétrica residencial. As tarifas aéreas apresentaram queda de 9,24%, enquanto a conta de luz recuou 0,89%, favorecida pela adoção da bandeira tarifária verde, que elimina a cobrança adicional sobre o consumo de energia.
Apesar do resultado positivo, a alimentação permanece como um dos principais desafios para o orçamento dos brasileiros. O grupo alimentação e bebidas avançou 0,88%, com destaque para o aumento expressivo do tomate, de 24,54%, seguido pela cebola, com 13,63%, e pela batata-inglesa, com 10,96%.
No acumulado de 2026, o indicador registra elevação de 4,15%. Já nos últimos 12 meses, a inflação alcançou 4,62%, permanecendo acima do limite superior de 4,5% estabelecido para a meta inflacionária do Banco Central.
Embora a desaceleração represente um sinal favorável para a economia, especialistas avaliam que o cenário ainda exige cautela, especialmente diante da persistência das pressões sobre os alimentos e serviços.
O resultado reforça as expectativas em torno dos próximos movimentos da política monetária brasileira. Entretanto, a consolidação de uma trajetória sustentável de redução da inflação dependerá do comportamento dos preços nos próximos meses, sobretudo daqueles que afetam diretamente o poder de compra das famílias.
Por Redação do Jornal Gazeta Nacional






































