
Durante anos, Daniela ocupou cargos de liderança no mercado financeiro, passando por bancos e instituições financeiras. Tinha uma rotina intensa, de muita responsabilidade e poucas pausas, enquanto tentava conciliar a carreira com a maternidade de quatro filhos e aquele malabarismo que tantas mulheres conhecem bem: estar presente em todos os lados, sem nunca sentir que está inteira em nenhum deles.
Ela dava conta. Como tantas mulheres dão.
Mas nunca chegou a se sentir 100% realizada.
Daniela sempre teve um lado criativo muito forte e uma vontade antiga de empreender. Uma mente inquieta, daquelas que estão sempre pensando no que poderia ser diferente, no próximo produto, na próxima ideia. Ela se sente mais viva criando. A ideia de construir algo próprio estava ali, mas deixar o mundo corporativo não era uma decisão simples. Havia o medo do desconhecido, a responsabilidade com a família e aquela pergunta que tantas mulheres fazem antes de mudar de rota: e se não der certo?
Até que, em 2019, a vida tratou de mudar o roteiro.
Daniela foi diagnosticada com câncer de mama.
O diagnóstico trouxe cerca de um ano de tratamento e, pela primeira vez em muito tempo, uma pausa forçada naquela rotina em que ela estava sempre correndo. Durante o processo, começou a escrever um diário. Registrava o que estava acontecendo, os sentimentos, os planos e aquilo que imaginava para a vida depois daquele período.
O diário acabou se tornando mais do que um registro daquele momento. Virou quase um documento de manifestação, um blueprint para a vida que ela queria construir dali para a frente.
Talvez sem perceber, Daniela começava ali a escrever uma nova história para a própria vida.
Então veio 2020. E veio a pandemia.
Empurrada pelas circunstâncias, mas também pela necessidade de se reinventar, Daniela começou a testar novos caminhos. No prédio onde morava, começou vendendo álcool em gel e produtos para cabelo. Depois vieram os cuidados com a pele e outros produtos. Foi experimentando, entendendo o mercado, percebendo o que as pessoas procuravam e, principalmente, descobrindo que aquela vontade antiga de empreender podia finalmente sair do papel.
Aos poucos, aquilo que começou de maneira quase improvisada foi ganhando intenção, pesquisa e identidade.
Nascia a Natthus.
A marca surgiu a partir de uma necessidade muito pessoal. Depois de passar pelo tratamento do câncer, Daniela conhecia de perto a importância de produtos mais suaves e de uma rotina de cuidados que respeitasse uma pele sensibilizada. A ideia inicial era criar produtos mais limpos, sem parabenos, sem ingredientes agressivos e sem fragrâncias que pudessem incomodar pessoas em tratamento ou recuperação.
Mas Daniela percebeu rapidamente que aquela qualidade não precisava ser destinada apenas a quem estava passando por uma doença.
Se uma pele fragilizada precisava de cuidado, todas as peles poderiam se beneficiar de uma abordagem mais consciente.
E foi aí que a Natthus começou a encontrar seu espaço.
Um dos grandes diferenciais da marca está nos produtos prebióticos. Eles são os queridinhos da Natthus e o carro-chefe da marca. Os prebióticos funcionam como alimento para as bactérias benéficas da microbiota da pele, ajudando a favorecer o equilíbrio desse ecossistema. É uma maneira diferente de pensar o cuidado: não apenas tratar a superfície, mas também respeitar o que já existe naturalmente na nossa pele.
Mas a pesquisa por trás da Natthus não para aí.
Existe uma preocupação constante em entender ingredientes, propriedades e necessidades específicas para criar produtos que tenham qualidade e propósito. É justamente dessa combinação entre pesquisa e criatividade que surgem produtos como pillow sprays, roll-ons e outros itens pensados para momentos específicos e para a vida real.
Produtos que cabem na bolsa, que podem acompanhar a rotina e que foram pensados para o “on the go”. A ideia é que o autocuidado não precise ficar reservado para aquele momento perfeito em casa, com tempo de sobra. Ele pode estar na bolsa, na mesa de cabeceira, na mala de viagem.
A linha também inclui velas e outros produtos que ampliam essa experiência sensorial de cuidado e bem-estar.
E talvez exista uma certa poesia nisso.
Uma mulher que passou por uma doença que a fez olhar para o próprio corpo de outra maneira decidiu criar uma marca que começa justamente pelo cuidado.
Mas Daniela nunca quis fazer apenas mais uma marca de cosméticos.
A criatividade que sempre fez parte da sua personalidade aparece também nos produtos. Um exemplo são os body splashes, que vão além da fragrância e também oferecem hidratação. A proposta é criar produtos que tenham mais de uma função, que façam sentido e que tragam alguma novidade para um mercado já cheio de opções.
As fragrâncias também ganharam espaço na história da marca. A Figália é um dos destaques e um dos produtos queridinhos da Natthus.
A marca também construiu uma relação forte com o universo dos presentes, criando kits para diferentes ocasiões e datas especiais, como Natal, Páscoa e Ano Novo Judaico. É uma outra maneira de falar sobre autocuidado: não apenas como algo que fazemos por nós, mas também como uma forma de demonstrar carinho por alguém.
No fundo, talvez a história da Natthus seja menos sobre cosméticos e mais sobre recomeços.
Daniela não acordou um dia e decidiu simplesmente abandonar o mercado financeiro para abrir uma empresa. A transformação foi acontecendo aos poucos. Primeiro veio a vontade. Depois, o medo. Depois, o diagnóstico. A pausa. O diário. Os planos. A pandemia. Os primeiros produtos vendidos no prédio. Os testes. As descobertas.
E, finalmente, uma marca.
Uma marca que começou pensando em pessoas que precisavam de cuidados especiais e acabou descobrindo que, no fundo, todo mundo procura a mesma coisa: sentir-se bem na própria pele.
Hoje, a Natthus também representa algo maior para Daniela. A possibilidade de retomar o controle do próprio destino, de criar o próprio caminho e de ser arquiteta da própria vida.
A coragem mudou o caminho.
E, com ela, vieram coisas que não cabiam naquela antiga rotina: mais flexibilidade, mais tempo de qualidade com a família e, principalmente, a sensação de trabalhar com algo que realmente a faz sentir-se viva.
A Natthus é, de certa maneira, a materialização desse percurso. Uma história de coragem, criatividade e reinvenção que começou quando Daniela precisou parar para olhar para a própria vida e terminou por lhe dar a oportunidade de construir algo que sempre quis: um negócio com propósito, identidade e, sobretudo, muito dela.
Porque algumas pessoas passam a vida esperando o momento certo para mudar.
Daniela escreveu o seu.
E depois começou a construí-lo.
Para conhecer a Natthus e comprar os produtos, acesse www.natthus.com.br. A marca também está no Instagram em @_natthus
Por: Eliza Rinaldi
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