• Contato
  • Política de privacidade
Jornal Gazeta Nacional
  • Início
  • Noticias
    Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

    Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

    Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

    Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

    Apple prepara nova geração do iPhone 18 Pro para um dos lançamentos mais aguardados do ano

    Apple prepara nova geração do iPhone 18 Pro para um dos lançamentos mais aguardados do ano

    Volkswagen ID.4 inaugura nova fase elétrica da marca no Brasil com 286 cv e tecnologia de alto nível

    Volkswagen ID.4 inaugura nova fase elétrica da marca no Brasil com 286 cv e tecnologia de alto nível

  • Saúde
    Nova indústria de gases medicinais será instalada no Amazonas com investimento de R$ 150 milhões

    Nova indústria de gases medicinais será instalada no Amazonas com investimento de R$ 150 milhões

    Setembro Azul e Dourado traz Conscientização sobre a Distonia

    Setembro Azul e Dourado traz Conscientização sobre a Distonia

    Tirzepatida pode ser aliada no controle de fatores associados ao lipedema, mas não substitui tratamento da doença

    Tirzepatida pode ser aliada no controle de fatores associados ao lipedema, mas não substitui tratamento da doença

    Quem cuida também precisa de cuidado: SUS amplia atenção à saúde mental de mulheres cuidadoras

    Quem cuida também precisa de cuidado: SUS amplia atenção à saúde mental de mulheres cuidadoras

  • Política
    Crise no STF aumenta tensão entre instituições e entra no centro da disputa política de 2026

    Crise no STF aumenta tensão entre instituições e entra no centro da disputa política de 2026

    Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos após apontar “indícios de ilicitudes”

    Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos após apontar “indícios de ilicitudes”

    Trump diz ter fechado “maior acordo petrolífero da história” com a Venezuela, envolvendo 65 bilhões de barris

    Trump diz ter fechado “maior acordo petrolífero da história” com a Venezuela, envolvendo 65 bilhões de barris

    Brasil e Estados Unidos retomam diálogo sobre tarifas em reunião marcada para segunda-feira

    Brasil e Estados Unidos retomam diálogo sobre tarifas em reunião marcada para segunda-feira

  • Moda
    Rascunho automático

    SER E ESTAR

    Bumi Love celebra lançamento em São Paulo com Rafaella Justus como embaixadora

    Bumi Love celebra lançamento em São Paulo com Rafaella Justus como embaixadora

    A juventude por trás de uma nova era do marketing médico no Brasil

    A juventude por trás de uma nova era do marketing médico no Brasil

    A beleza de uma nova geração: Rafaella Justus protagoniza estreia da Bumi Love no mercado brasileiro

    A beleza de uma nova geração: Rafaella Justus protagoniza estreia da Bumi Love no mercado brasileiro

  • Experiências & Hospedagem
    IMG 6099

    VINCI GASTRONOMIA: A ARTE DE TRANSFORMAR EVENTOS EM EXPERIÊNCIAS INESQUECÍVEIS

    Trump Sinaliza Possibilidade de Novo Acordo Comercial com a China

    Trump Sinaliza Possibilidade de Novo Acordo Comercial com a China

  • Gastronomia
    Casa Da Li e o novo ritual da tarde

    Casa Da Li e o novo ritual da tarde

    Nino Cucina apresenta três novas criações de Marco Renzetti em São Paulo

    Nino Cucina apresenta três novas criações de Marco Renzetti em São Paulo

    b4db6969 e028 42d8 9aa1 38b4461a0ec6

    K Food chega ao Guarujá e transforma a simplicidade da marmitinha em uma viagem pelos sabores da Ásia

    e4ed197f d540 4629 8a3c 27ab05dd2afc

    AP42 amplia experiência gastronômica na Vila Andrade e se torna opção para diferentes momentos do dia

Sem resultados
Exibir todos os resultados
Jornal Gazeta Nacional
  • Início
  • Noticias
    Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

    Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

    Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

    Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

    Apple prepara nova geração do iPhone 18 Pro para um dos lançamentos mais aguardados do ano

    Apple prepara nova geração do iPhone 18 Pro para um dos lançamentos mais aguardados do ano

    Volkswagen ID.4 inaugura nova fase elétrica da marca no Brasil com 286 cv e tecnologia de alto nível

    Volkswagen ID.4 inaugura nova fase elétrica da marca no Brasil com 286 cv e tecnologia de alto nível

  • Saúde
    Nova indústria de gases medicinais será instalada no Amazonas com investimento de R$ 150 milhões

    Nova indústria de gases medicinais será instalada no Amazonas com investimento de R$ 150 milhões

    Setembro Azul e Dourado traz Conscientização sobre a Distonia

    Setembro Azul e Dourado traz Conscientização sobre a Distonia

    Tirzepatida pode ser aliada no controle de fatores associados ao lipedema, mas não substitui tratamento da doença

    Tirzepatida pode ser aliada no controle de fatores associados ao lipedema, mas não substitui tratamento da doença

    Quem cuida também precisa de cuidado: SUS amplia atenção à saúde mental de mulheres cuidadoras

    Quem cuida também precisa de cuidado: SUS amplia atenção à saúde mental de mulheres cuidadoras

  • Política
    Crise no STF aumenta tensão entre instituições e entra no centro da disputa política de 2026

    Crise no STF aumenta tensão entre instituições e entra no centro da disputa política de 2026

    Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos após apontar “indícios de ilicitudes”

    Toffoli adia julgamento do registro de candidatura de Renan Santos após apontar “indícios de ilicitudes”

    Trump diz ter fechado “maior acordo petrolífero da história” com a Venezuela, envolvendo 65 bilhões de barris

    Trump diz ter fechado “maior acordo petrolífero da história” com a Venezuela, envolvendo 65 bilhões de barris

    Brasil e Estados Unidos retomam diálogo sobre tarifas em reunião marcada para segunda-feira

    Brasil e Estados Unidos retomam diálogo sobre tarifas em reunião marcada para segunda-feira

  • Moda
    Rascunho automático

    SER E ESTAR

    Bumi Love celebra lançamento em São Paulo com Rafaella Justus como embaixadora

    Bumi Love celebra lançamento em São Paulo com Rafaella Justus como embaixadora

    A juventude por trás de uma nova era do marketing médico no Brasil

    A juventude por trás de uma nova era do marketing médico no Brasil

    A beleza de uma nova geração: Rafaella Justus protagoniza estreia da Bumi Love no mercado brasileiro

    A beleza de uma nova geração: Rafaella Justus protagoniza estreia da Bumi Love no mercado brasileiro

  • Experiências & Hospedagem
    IMG 6099

    VINCI GASTRONOMIA: A ARTE DE TRANSFORMAR EVENTOS EM EXPERIÊNCIAS INESQUECÍVEIS

    Trump Sinaliza Possibilidade de Novo Acordo Comercial com a China

    Trump Sinaliza Possibilidade de Novo Acordo Comercial com a China

  • Gastronomia
    Casa Da Li e o novo ritual da tarde

    Casa Da Li e o novo ritual da tarde

    Nino Cucina apresenta três novas criações de Marco Renzetti em São Paulo

    Nino Cucina apresenta três novas criações de Marco Renzetti em São Paulo

    b4db6969 e028 42d8 9aa1 38b4461a0ec6

    K Food chega ao Guarujá e transforma a simplicidade da marmitinha em uma viagem pelos sabores da Ásia

    e4ed197f d540 4629 8a3c 27ab05dd2afc

    AP42 amplia experiência gastronômica na Vila Andrade e se torna opção para diferentes momentos do dia

Sem resultados
Exibir todos os resultados
Jornal Gazeta Nacional
Sem resultados
Exibir todos os resultados
Home Noticias

Democracias prisioneiras do medo

JORNAL GAZETA NACIONAL por JORNAL GAZETA NACIONAL
26/02/2025
em Noticias
0
Democracias prisioneiras do medo
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no whatsApp

O presidente americano, Joe Biden, anunciou que concorrerá à reeleição em 2024. No fim do ano passado, o ex-presidente Donald Trump, derrotado por Biden em 2020, também anunciou que concorrerá à nomeação dos republicanos. É improvável que os democratas se amotinem contra o incumbente. As primárias republicanas são mais incertas, mas, hoje, Trump lidera as intenções de voto dos afiliados do partido.

O fenômeno desconcertante é que as pesquisas apontam que só 5% dos americanos gostariam de ver a disputa Biden-Trump reeditada – 70% não gostariam que Biden disputasse e a mesma proporção não gostaria que Trump disputasse. A se confirmar uma repetição de 2020, será uma batalha pela menor rejeição.

74% de desconto para combater a incontinência urinária
Publicidade

Uroliv

http%3A%2F%2Fcdn.taboola.com%2Flibtrc%2Fstatic%2Fthumbnails%2Fa2ec795f93348e1f7f71821a9375da75

A disputa à reeleição de um incumbente é – não só, mas principalmente – um referendo. Biden tem resultados razoáveis. Valendo-se de sua experiência de 36 anos no Senado, ele conseguiu aprovar reformas no sistema de saúde e um pacote de US$ 1 trilhão para investimentos em infraestrutura e transição para a economia verde. Na política externa, fez mais do que ninguém para frear o assalto da Rússia à Ucrânia e tem se empenhado em revigorar as alianças ocidentais.

Mas não é nisso que aposta para ganhar as eleições. O vídeo em que anunciou sua candidatura não faz menção a conquistas passadas ou futuras, exceto uma: vencer Trump. Após uma sucessão de imagens da invasão do Capitólio e referências a “extremistas MAGA” (sigla para Make America Great Again, lema trumpista), Biden arrematou: “Vamos terminar o serviço”, insinuando que só ele pode fazê-lo. O anúncio de Trump também se resumiu a reciclar o medo: dos imigrantes, da epidemia de opioides, do crime, da sexualização de crianças, da China e outras ameaças que, de novo, só ele poderia superar.

A aposta de Biden pode render. Sua impopularidade líquida (a diferença entre os que o aprovam e desaprovam) é de 10 pontos; a de Trump, 19. Sua inclinação a abraçar o protecionismo e subsídios à indústria tem apelo popular e responde às ansiedades de potenciais eleitores de Trump com a globalização. O disruptivo Trump, por sua vez, motiva como ninguém os democratas a irem às urnas, desmobiliza os republicanos moderados e afasta os eleitores independentes, decisivos para as eleições americanas. Após 2016, Trump só colecionou reveses eleitorais.

Ainda assim, não se pode subestimá-lo. Os problemas que ele exagera não deixam de ser reais. A economia, crucial para um incumbente, ainda atravessa uma turbulência: a inflação (em parte pelos gastos de Biden) pressiona e os riscos de recessão não estão afastados. Uma crise geopolítica por viradas inusitadas na Ucrânia ou conflitos na Ásia pode desestabilizar o governo de Biden, ecoando o desastre no Afeganistão. E sua aposta pode malograr: as pesquisas de intenção de voto sugerem que ele venceria Trump, mas perderia para outros presidenciáveis republicanos.

Seja lá qual for seu resultado, a disputa presidencial que se avizinha expõe uma exaustão da política americana. Há uma dificuldade de encontrar ideias novas e sangue novo. O incumbente democrata terá 82 anos em 2024, enquanto Trump, seu possível adversário, terá 78. Ou seja, a política dos EUA parece ter sido incapaz de produzir líderes mais jovens depois do fenômeno Barack Obama, que se elegeu aos 47 anos.

Não é um fenômeno exclusivo dos EUA. O último segundo turno no Brasil registrou a maior média etária em toda a redemocratização. Se os dois candidatos tivessem enfatizado suas propostas, ficaria explícito que foram forjadas nas mentalidades de esquerda e de direita dos anos 70. Mas não precisaram, porque ambos também apostaram no medo um do outro. Ambos tinham altos índices de rejeição, e venceu o que teve ligeiramente menos.

EUA e Brasil são as duas maiores democracias do Ocidente. Assim como em outras, as disputas políticas estão sendo orientadas mais à repetição do que à inovação e estão sendo vencidas mais pelo temor do que pela esperança. Independentemente das preferências ideológicas à esquerda ou à direita, essa política gerontocrática e amedrontada sugere um esgotamento cívico que pede um profundo exame de consciência por parte da sociedade.

Notas & Informações – Há 5 h

O presidente americano, Joe Biden, anunciou que concorrerá à reeleição em 2024. No fim do ano passado, o ex-presidente Donald Trump, derrotado por Biden em 2020, também anunciou que concorrerá à nomeação dos republicanos. É improvável que os democratas se amotinem contra o incumbente. As primárias republicanas são mais incertas, mas, hoje, Trump lidera as intenções de voto dos afiliados do partido.

O fenômeno desconcertante é que as pesquisas apontam que só 5% dos americanos gostariam de ver a disputa Biden-Trump reeditada – 70% não gostariam que Biden disputasse e a mesma proporção não gostaria que Trump disputasse. A se confirmar uma repetição de 2020, será uma batalha pela menor rejeição.

74% de desconto para combater a incontinência urinária
Publicidade

Uroliv

http%3A%2F%2Fcdn.taboola.com%2Flibtrc%2Fstatic%2Fthumbnails%2Fa2ec795f93348e1f7f71821a9375da75

A disputa à reeleição de um incumbente é – não só, mas principalmente – um referendo. Biden tem resultados razoáveis. Valendo-se de sua experiência de 36 anos no Senado, ele conseguiu aprovar reformas no sistema de saúde e um pacote de US$ 1 trilhão para investimentos em infraestrutura e transição para a economia verde. Na política externa, fez mais do que ninguém para frear o assalto da Rússia à Ucrânia e tem se empenhado em revigorar as alianças ocidentais.

Mas não é nisso que aposta para ganhar as eleições. O vídeo em que anunciou sua candidatura não faz menção a conquistas passadas ou futuras, exceto uma: vencer Trump. Após uma sucessão de imagens da invasão do Capitólio e referências a “extremistas MAGA” (sigla para Make America Great Again, lema trumpista), Biden arrematou: “Vamos terminar o serviço”, insinuando que só ele pode fazê-lo. O anúncio de Trump também se resumiu a reciclar o medo: dos imigrantes, da epidemia de opioides, do crime, da sexualização de crianças, da China e outras ameaças que, de novo, só ele poderia superar.

A aposta de Biden pode render. Sua impopularidade líquida (a diferença entre os que o aprovam e desaprovam) é de 10 pontos; a de Trump, 19. Sua inclinação a abraçar o protecionismo e subsídios à indústria tem apelo popular e responde às ansiedades de potenciais eleitores de Trump com a globalização. O disruptivo Trump, por sua vez, motiva como ninguém os democratas a irem às urnas, desmobiliza os republicanos moderados e afasta os eleitores independentes, decisivos para as eleições americanas. Após 2016, Trump só colecionou reveses eleitorais.

Ainda assim, não se pode subestimá-lo. Os problemas que ele exagera não deixam de ser reais. A economia, crucial para um incumbente, ainda atravessa uma turbulência: a inflação (em parte pelos gastos de Biden) pressiona e os riscos de recessão não estão afastados. Uma crise geopolítica por viradas inusitadas na Ucrânia ou conflitos na Ásia pode desestabilizar o governo de Biden, ecoando o desastre no Afeganistão. E sua aposta pode malograr: as pesquisas de intenção de voto sugerem que ele venceria Trump, mas perderia para outros presidenciáveis republicanos.

Seja lá qual for seu resultado, a disputa presidencial que se avizinha expõe uma exaustão da política americana. Há uma dificuldade de encontrar ideias novas e sangue novo. O incumbente democrata terá 82 anos em 2024, enquanto Trump, seu possível adversário, terá 78. Ou seja, a política dos EUA parece ter sido incapaz de produzir líderes mais jovens depois do fenômeno Barack Obama, que se elegeu aos 47 anos.

Não é um fenômeno exclusivo dos EUA. O último segundo turno no Brasil registrou a maior média etária em toda a redemocratização. Se os dois candidatos tivessem enfatizado suas propostas, ficaria explícito que foram forjadas nas mentalidades de esquerda e de direita dos anos 70. Mas não precisaram, porque ambos também apostaram no medo um do outro. Ambos tinham altos índices de rejeição, e venceu o que teve ligeiramente menos.

EUA e Brasil são as duas maiores democracias do Ocidente. Assim como em outras, as disputas políticas estão sendo orientadas mais à repetição do que à inovação e estão sendo vencidas mais pelo temor do que pela esperança. Independentemente das preferências ideológicas à esquerda ou à direita, essa política gerontocrática e amedrontada sugere um esgotamento cívico que pede um profundo exame de consciência por parte da sociedade.

Notas & Informações – Há 5 h

O presidente americano, Joe Biden, anunciou que concorrerá à reeleição em 2024. No fim do ano passado, o ex-presidente Donald Trump, derrotado por Biden em 2020, também anunciou que concorrerá à nomeação dos republicanos. É improvável que os democratas se amotinem contra o incumbente. As primárias republicanas são mais incertas, mas, hoje, Trump lidera as intenções de voto dos afiliados do partido.

O fenômeno desconcertante é que as pesquisas apontam que só 5% dos americanos gostariam de ver a disputa Biden-Trump reeditada – 70% não gostariam que Biden disputasse e a mesma proporção não gostaria que Trump disputasse. A se confirmar uma repetição de 2020, será uma batalha pela menor rejeição.

74% de desconto para combater a incontinência urinária
Publicidade

Uroliv

http%3A%2F%2Fcdn.taboola.com%2Flibtrc%2Fstatic%2Fthumbnails%2Fa2ec795f93348e1f7f71821a9375da75

A disputa à reeleição de um incumbente é – não só, mas principalmente – um referendo. Biden tem resultados razoáveis. Valendo-se de sua experiência de 36 anos no Senado, ele conseguiu aprovar reformas no sistema de saúde e um pacote de US$ 1 trilhão para investimentos em infraestrutura e transição para a economia verde. Na política externa, fez mais do que ninguém para frear o assalto da Rússia à Ucrânia e tem se empenhado em revigorar as alianças ocidentais.

Mas não é nisso que aposta para ganhar as eleições. O vídeo em que anunciou sua candidatura não faz menção a conquistas passadas ou futuras, exceto uma: vencer Trump. Após uma sucessão de imagens da invasão do Capitólio e referências a “extremistas MAGA” (sigla para Make America Great Again, lema trumpista), Biden arrematou: “Vamos terminar o serviço”, insinuando que só ele pode fazê-lo. O anúncio de Trump também se resumiu a reciclar o medo: dos imigrantes, da epidemia de opioides, do crime, da sexualização de crianças, da China e outras ameaças que, de novo, só ele poderia superar.

A aposta de Biden pode render. Sua impopularidade líquida (a diferença entre os que o aprovam e desaprovam) é de 10 pontos; a de Trump, 19. Sua inclinação a abraçar o protecionismo e subsídios à indústria tem apelo popular e responde às ansiedades de potenciais eleitores de Trump com a globalização. O disruptivo Trump, por sua vez, motiva como ninguém os democratas a irem às urnas, desmobiliza os republicanos moderados e afasta os eleitores independentes, decisivos para as eleições americanas. Após 2016, Trump só colecionou reveses eleitorais.

Ainda assim, não se pode subestimá-lo. Os problemas que ele exagera não deixam de ser reais. A economia, crucial para um incumbente, ainda atravessa uma turbulência: a inflação (em parte pelos gastos de Biden) pressiona e os riscos de recessão não estão afastados. Uma crise geopolítica por viradas inusitadas na Ucrânia ou conflitos na Ásia pode desestabilizar o governo de Biden, ecoando o desastre no Afeganistão. E sua aposta pode malograr: as pesquisas de intenção de voto sugerem que ele venceria Trump, mas perderia para outros presidenciáveis republicanos.

Seja lá qual for seu resultado, a disputa presidencial que se avizinha expõe uma exaustão da política americana. Há uma dificuldade de encontrar ideias novas e sangue novo. O incumbente democrata terá 82 anos em 2024, enquanto Trump, seu possível adversário, terá 78. Ou seja, a política dos EUA parece ter sido incapaz de produzir líderes mais jovens depois do fenômeno Barack Obama, que se elegeu aos 47 anos.

Não é um fenômeno exclusivo dos EUA. O último segundo turno no Brasil registrou a maior média etária em toda a redemocratização. Se os dois candidatos tivessem enfatizado suas propostas, ficaria explícito que foram forjadas nas mentalidades de esquerda e de direita dos anos 70. Mas não precisaram, porque ambos também apostaram no medo um do outro. Ambos tinham altos índices de rejeição, e venceu o que teve ligeiramente menos.

EUA e Brasil são as duas maiores democracias do Ocidente. Assim como em outras, as disputas políticas estão sendo orientadas mais à repetição do que à inovação e estão sendo vencidas mais pelo temor do que pela esperança. Independentemente das preferências ideológicas à esquerda ou à direita, essa política gerontocrática e amedrontada sugere um esgotamento cívico que pede um profundo exame de consciência por parte da sociedade.

Notas & Informações – Há 5 h

O presidente americano, Joe Biden, anunciou que concorrerá à reeleição em 2024. No fim do ano passado, o ex-presidente Donald Trump, derrotado por Biden em 2020, também anunciou que concorrerá à nomeação dos republicanos. É improvável que os democratas se amotinem contra o incumbente. As primárias republicanas são mais incertas, mas, hoje, Trump lidera as intenções de voto dos afiliados do partido.

O fenômeno desconcertante é que as pesquisas apontam que só 5% dos americanos gostariam de ver a disputa Biden-Trump reeditada – 70% não gostariam que Biden disputasse e a mesma proporção não gostaria que Trump disputasse. A se confirmar uma repetição de 2020, será uma batalha pela menor rejeição.

74% de desconto para combater a incontinência urinária
Publicidade

Uroliv

http%3A%2F%2Fcdn.taboola.com%2Flibtrc%2Fstatic%2Fthumbnails%2Fa2ec795f93348e1f7f71821a9375da75

A disputa à reeleição de um incumbente é – não só, mas principalmente – um referendo. Biden tem resultados razoáveis. Valendo-se de sua experiência de 36 anos no Senado, ele conseguiu aprovar reformas no sistema de saúde e um pacote de US$ 1 trilhão para investimentos em infraestrutura e transição para a economia verde. Na política externa, fez mais do que ninguém para frear o assalto da Rússia à Ucrânia e tem se empenhado em revigorar as alianças ocidentais.

Mas não é nisso que aposta para ganhar as eleições. O vídeo em que anunciou sua candidatura não faz menção a conquistas passadas ou futuras, exceto uma: vencer Trump. Após uma sucessão de imagens da invasão do Capitólio e referências a “extremistas MAGA” (sigla para Make America Great Again, lema trumpista), Biden arrematou: “Vamos terminar o serviço”, insinuando que só ele pode fazê-lo. O anúncio de Trump também se resumiu a reciclar o medo: dos imigrantes, da epidemia de opioides, do crime, da sexualização de crianças, da China e outras ameaças que, de novo, só ele poderia superar.

A aposta de Biden pode render. Sua impopularidade líquida (a diferença entre os que o aprovam e desaprovam) é de 10 pontos; a de Trump, 19. Sua inclinação a abraçar o protecionismo e subsídios à indústria tem apelo popular e responde às ansiedades de potenciais eleitores de Trump com a globalização. O disruptivo Trump, por sua vez, motiva como ninguém os democratas a irem às urnas, desmobiliza os republicanos moderados e afasta os eleitores independentes, decisivos para as eleições americanas. Após 2016, Trump só colecionou reveses eleitorais.

Ainda assim, não se pode subestimá-lo. Os problemas que ele exagera não deixam de ser reais. A economia, crucial para um incumbente, ainda atravessa uma turbulência: a inflação (em parte pelos gastos de Biden) pressiona e os riscos de recessão não estão afastados. Uma crise geopolítica por viradas inusitadas na Ucrânia ou conflitos na Ásia pode desestabilizar o governo de Biden, ecoando o desastre no Afeganistão. E sua aposta pode malograr: as pesquisas de intenção de voto sugerem que ele venceria Trump, mas perderia para outros presidenciáveis republicanos.

Seja lá qual for seu resultado, a disputa presidencial que se avizinha expõe uma exaustão da política americana. Há uma dificuldade de encontrar ideias novas e sangue novo. O incumbente democrata terá 82 anos em 2024, enquanto Trump, seu possível adversário, terá 78. Ou seja, a política dos EUA parece ter sido incapaz de produzir líderes mais jovens depois do fenômeno Barack Obama, que se elegeu aos 47 anos.

Não é um fenômeno exclusivo dos EUA. O último segundo turno no Brasil registrou a maior média etária em toda a redemocratização. Se os dois candidatos tivessem enfatizado suas propostas, ficaria explícito que foram forjadas nas mentalidades de esquerda e de direita dos anos 70. Mas não precisaram, porque ambos também apostaram no medo um do outro. Ambos tinham altos índices de rejeição, e venceu o que teve ligeiramente menos.

EUA e Brasil são as duas maiores democracias do Ocidente. Assim como em outras, as disputas políticas estão sendo orientadas mais à repetição do que à inovação e estão sendo vencidas mais pelo temor do que pela esperança. Independentemente das preferências ideológicas à esquerda ou à direita, essa política gerontocrática e amedrontada sugere um esgotamento cívico que pede um profundo exame de consciência por parte da sociedade.

Notas & Informações – Há 5 h

Post anterior

Bombardeio russo no sul da Ucrânia deixa ao menos um morto e mais de 20 feridos

Próximo post

Papa Francisco autoriza que mulheres votem em Sínodo dos Bispos

JORNAL GAZETA NACIONAL

JORNAL GAZETA NACIONAL

Relacionado Posts

Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil
Noticias

Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

10/09/2026
Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história
Noticias

Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

10/09/2026
Apple prepara nova geração do iPhone 18 Pro para um dos lançamentos mais aguardados do ano
Noticias

Apple prepara nova geração do iPhone 18 Pro para um dos lançamentos mais aguardados do ano

08/09/2026
Próximo post
Papa Francisco autoriza que mulheres votem em Sínodo dos Bispos

Papa Francisco autoriza que mulheres votem em Sínodo dos Bispos

  • Tendência
  • Comentários
  • Últimos
Conheça as estampas Animal Print do verão 2022.

Conheça as estampas Animal Print do verão 2022.

24/01/2022
Corte Long Bob, a leveza do verão!

Corte Long Bob, a leveza do verão!

28/10/2021
Conheça quem está por trás do restaurante La Ventana Parrilla, uma das maiores referências em cortes argentinos de São Paulo.

Conheça quem está por trás do restaurante La Ventana Parrilla, uma das maiores referências em cortes argentinos de São Paulo.

06/03/2023
Cacau Show anuncia descontos em Ovos de Páscoa

Cacau Show anuncia descontos em Ovos de Páscoa

06/04/2023
Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

0
Isabela Castro Shoes, sofisticação e conforto em um só lugar!

Isabela Castro Shoes, sofisticação e conforto em um só lugar!

0
São Paulo começa a vacinar hoje pessoas de 58 e 59 anos

São Paulo começa a vacinar hoje pessoas de 58 e 59 anos

0
Gi.multimarcas

Gi.multimarcas

0
Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

10/09/2026
Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

10/09/2026
Nova indústria de gases medicinais será instalada no Amazonas com investimento de R$ 150 milhões

Nova indústria de gases medicinais será instalada no Amazonas com investimento de R$ 150 milhões

10/09/2026
Casa Da Li e o novo ritual da tarde

Casa Da Li e o novo ritual da tarde

08/09/2026

Noticias Recentes

Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

Petróleo na Margem Equatorial abre novo capítulo para o futuro energético do Brasil

10/09/2026
Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

Apple rompe tradição e apresenta o primeiro iPhone dobrável de sua história

10/09/2026
Nova indústria de gases medicinais será instalada no Amazonas com investimento de R$ 150 milhões

Nova indústria de gases medicinais será instalada no Amazonas com investimento de R$ 150 milhões

10/09/2026
Casa Da Li e o novo ritual da tarde

Casa Da Li e o novo ritual da tarde

08/09/2026

JORNAL GAZETA NACIONAL

O Jornal Gazeta Nacional www.jornaldagazeta.com.br é um veículo de comunicação independente, sem vínculo ou integração com grupos de mídia, emissoras de TV ou redes de comunicação.

No Jornal Gazeta Nacional, você acompanha conteúdos jornalísticos independentes sobre notícias, saúde, política, moda, experiências, hospedagem e gastronomia, além de temas relacionados à cultura, tecnologia e esportes.

Com informações atualizadas e análises cuidadosas, produzidas a partir de linha editorial própria, estamos aqui para manter você bem informado e conectado aos assuntos que fazem parte do seu dia a dia.

Acesse e descubra!

EDITORIAIS

  • Noticias
  • Saúde
  • Politica
  • Moda
  • Experiências & Hospedagem
  • Gastronomia
  • Noticias
  • Saúde
  • Politica
  • Moda
  • Experiências & Hospedagem
  • Gastronomia

FALE CONOSCO

  • Sugestão de Pauta
  • Painel do Leitor
  • Ouvidoria
  • Erramos?
  • Fale conosco
  • Sugestão de Pauta
  • Painel do Leitor
  • Ouvidoria
  • Erramos?
  • Fale conosco

Contato

Painel do Leitor leitor@jornalgazetanacional.com.br Ouvidoria ouvidoria@jornalgazetanacional.com.br
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Quem Somos

©Jornal Gazeta Nacional - Todos os direitos reservados Economarketing .

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • Início
  • Noticias
  • Saúde
  • Política
  • Moda
  • Experiências & Hospedagem
  • Gastronomia

©Jornal Gazeta Nacional - Todos os direitos reservados Economarketing .

Este site usa cookies. Ao continuar a utilizar este website, está a dar o seu consentimento aos cookies que estão a ser utilizados. Visite nossa política de privacidade e cookies.