Milhares de vidas estão ameaçadas em centros de tratamento de tuberculose no Malawi, onde os estoques de medicamentos essenciais devem zerar até o final de setembro. Estas faltas graves são resultado direto de cortes em doações internacionais, aliados a problemas na cadeia global de fornecimento de insumos farmacêuticos.
A situação é especialmente crítica: o Malawi vivencia um dos maiores índices de pobreza extrema no mundo, com cerca de 70 % da população nessa condição. Quase metade dos pacientes com tuberculose também convive com o HIV, tornando cada dose de medicamento uma questão de vida ou morte.
Regiões como Blantyre e Rumphi já relatam estoques perigosamente baixos ou completamente esgotados. Em resposta, autoridades recorrem ao empréstimo de carregamentos entre unidades de saúde, enquanto ativistas clamam por uma ação imediata, incluindo a produção local de fármacos.
Por: Redação da Gazeta





































