
Em Maio, em São Paulo, o Connecting Brains realiza sua próxima edição sob curadoria de Daniela Benoit, reunindo um grupo diverso de participantes para uma experiência que propõe algo raro no ambiente de negócios: conexões reais, construídas com intenção.
Criado por Daniela e refinado ao lado de designers de experiência, o evento parte de uma inquietação clara. Depois de mais de 30 anos em empresas como Globo, Kwai e Taboola, ela identificou um paradoxo contemporâneo: nunca se falou tanto sobre networking e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil criar relações genuínas.
Em um cenário acelerado e saturado, onde interações se tornaram superficiais, Connecting Brains surge como uma resposta estruturada. Não como mais um encontro social, mas como uma metodologia de Netweaving que encurta o tempo necessário para criar proximidade e confiança, elementos que, na vida adulta, se tornaram escassos.
Quando diversidade deixa de ser pauta e passa a ser prática
Durante muito tempo, certos ambientes foram entendidos como neutros, mesmo sendo homogêneos. Não se questionava. Era o padrão.
Connecting Brains propõe outra construção. Diferentes trajetórias, repertórios e origens se encontram de forma natural. Sem anúncio, sem didatismo, sem transformar diversidade em discurso. Aqui, ela é ponto de partida.
E, ainda assim, isso desloca.
Daniela observa um movimento recorrente: quando uma pessoa deixa de se reconhecer como maioria, surge a dúvida se aquele espaço é para si. Não por falta de acesso, mas por falta de referência.
Esse desconforto revela algo mais profundo. Talvez estejamos mais habituados à semelhança do que imaginamos. E, quando ela deixa de ser dominante, a inclusão pode, de forma distorcida, ser percebida como exclusão.
Uma metodologia para relações que sustentam crescimento
“Eu junto as pessoas de forma proposital, porque enxergo como um tabuleiro de xadrez, como no filme A Rainha do Gambito, onde observo como elas podem se relacionar e dar match”, afirma Daniela.
A experiência do Connecting Brains é estruturada em três tempos: passado, presente e futuro.
No passado, o convite é à vulnerabilidade, um espaço seguro onde histórias reais emergem, criando identificação para além de cargos ou títulos.
No presente, os participantes se conectam a partir de interesses, valores e visões de mundo.
No futuro, o encontro culmina em um pacto de colaboração, onde as relações iniciadas ganham intenção prática.
Essa estrutura transforma a dinâmica tradicional de networking. Em vez de trocas superficiais, o foco passa a ser a construção de confiança.
Algumas pessoas sobem ao palco para falar de crescimento. Daniela propõe outra reflexão: o que realmente sustenta o crescimento são as relações.
Existe um dado simples que sustenta essa visão. Proximidade leva tempo. São necessárias dezenas de horas para criar vínculo e centenas para gerar confiança. Connecting Brains atua justamente nesse intervalo, criando condições para que essas conexões aconteçam de forma mais profunda e acelerada.
Quando o encontro antecede a identificação
Ao deslocar o foco de cargos para histórias, o evento cria um ambiente onde o encontro acontece antes da identificação e, muitas vezes, ganha força exatamente por isso.
Na prática, isso muda tudo. As relações deixam de ser transacionais e passam a gerar confiança real. E, como consequência, negócios mais consistentes.
Porque, no fim, influência não é sobre alcance.
É sobre quem confia em você quando ninguém está olhando.
Connecting Brains Instagram @connecting.brains
Participação mediante entrevista:
11 97070-7667
Por: Redação da Gazeta






































