Na emblemática 60ª edição da São Paulo Fashion Week, a Dendezeiro escreveu um dos capítulos mais potentes da moda brasileira contemporânea. Com o desfile “Brasiliano 3: Lei da Vadiagem”, realizado no Parque Ibirapuera, a marca baiana encerra uma trilogia que vai muito além das passarelas: um verdadeiro manifesto sobre identidade, resistência e liberdade.
Inspirada na antiga “Lei da Vadiagem”, utilizada por décadas para criminalizar corpos negros, periféricos e dissidentes, a coleção nasce como um grito de existência. O que um dia foi silenciado, hoje ocupa a passarela com voz, ritmo e movimento. A Dendezeiro transforma o que foi estigmatizado em celebração — o funk, símbolo de resistência e pulsação cultural, torna-se protagonista de um espetáculo que une alfaiataria e streetwear em harmonia provocante. “Encerrar essa trilogia é devolver dignidade aos corpos marginalizados. A passarela se transforma em baile porque celebrar também é um ato político. Ser ‘brasiliano’ é um gesto de liberdade”, afirma Hisan Silva, CEO e Diretor Criativo da marca.
Com trilha sonora ao vivo e energia vibrante, o desfile colocou o público no centro de uma experiência sensorial. Cada look traduzia força e movimento, exaltando o corpo como instrumento de expressão. A fusão entre moda, arte e som reafirmou o DNA ousado da Dendezeiro, que, nas palavras de Pedro Batalha, também CEO e Diretor Criativo, “abre caminho para novas narrativas, mostrando que o futuro da moda brasileira nasce do ato corajoso de olhar para o próprio território”.
O artesanato, marca registrada da Dendezeiro, também teve seu momento de protagonismo. As bolsas de miçangas e peças confeccionadas à mão, desenvolvidas em parceria com o Ateliê Masanga, reafirmaram o valor do fazer manual como expressão cultural e política. E a força da cultura urbana se fez presente nas colaborações: Jordan, Magnum e Kenner assinaram o patrocínio master da coleção. A Jordan, inclusive, escolheu a passarela da Dendezeiro para o lançamento mundial de um tênis inédito, em sua primeira aparição oficial — um marco histórico para o evento. A Kenner, por sua vez, apresentou uma edição exclusiva da sandália Raytek e o modelo Megah Puffer, com a assinatura da marca baiana e o lettering “Brasil do Brasil”. “A moda é um palco de autenticidade e pertencimento. É assim que construímos nossa comunidade”, declarou Laura Leal, CMO da Kenner.
Após o desfile, a celebração continuou com o Baile Essencial, after oficial da Dendezeiro, que já passou por Salvador e Rio de Janeiro reunindo milhares de pessoas. Em São Paulo, a noite ganhou o brilho do projeto Kenner Convida, com line-up especial e pocket show das rappers Tasha & Tracie, reafirmando a conexão entre moda, música e resistência. Mais do que uma festa, o baile é o prolongamento da passarela — o corpo em movimento, o som como linguagem e a liberdade como estética.
A trilogia “Brasiliano” é um projeto que escuta o Brasil profundo. Em Filhos do Sol, a Dendezeiro homenageou o sertão; em A Puxada pro Norte, exaltou a resistência amazônica; e agora, em Lei da Vadiagem, mergulha nas periferias urbanas, transformando o baile em símbolo de orgulho e emancipação. A Dendezeiro encerra esse ciclo não como um ponto final, mas como um chamado — para que a moda brasileira continue sendo, acima de tudo, um espelho da sua gente: plural, corajosa e livre.
Contato para imprensa:
Elza Barroso – elzabarroso@priscilamonteiro.com.br
Natalia Suga – nataliasuga@priscilamonteiro.com.br
Por Suzi Freitas, Editora-Chefe






































