Este é um dos temas que mais me impressiona nos últimos tempos: o retorno do vestir-se bem como um gesto de cuidado consigo mesmo.
Eu realmente comungo dessa opinião de que vestir-se bem, desde o momento em que acordamos, é um ato de autocuidado e valorização do nosso EU.
Seja para praticar uma atividade física, tomar café da manhã, levar os filhos à escola ou seguir para o trabalho, a forma como nos apresentamos ao mundo influencia diretamente na maneira como nosso dia será conduzido.
Hoje, tenho a convicção de que existe uma importância muito relevante nesse ritual diário. Intuitivamente, a maneira como nos vestimos e nos arrumamos impacta nosso humor, nossa disposição e até mesmo nossa confiança.
Em dias em que nos sentimos mais desanimados, tristes ou fora do eixo, é justamente nesse momento que o autocuidado deve tomar forma de “corpo são, mente sã.”
Este cuidado pode estar na escolha da roupa, do calçado, do acessório ou até mesmo da bolsa que nos acompanha ao longo do dia; levando em consideração nossa personalidade e postura perante a sociedade em que vivemos.
Quando pensamos nessas escolhas com intenção, permitimos que a nossa vestimenta torne o dia mais leve, mais prático, mais confiante, mais equilibrado e, por que não, mais empoderado.
O vestir tem essa capacidade.
A roupa transmite aquilo que somos e, muitas vezes, aquilo que estamos sentindo. Quando uma pessoa — seja homem ou mulher — exala cuidado através da forma como se apresenta, ela comunica muito sobre si antes mesmo de dizer uma palavra.
Valorizar esse ritual, independentemente da ocasião, não está relacionado à vaidade excessiva ou à busca pela perfeição. Trata-se de reconhecer que a nossa imagem é uma extensão do nosso estado interno e das intenções que carregamos para o dia que começa.
Uma pessoa que se dedica a esse momento de escolha demonstra comprometimento consigo mesma e com aquilo que se propõe a realizar. Existe uma mensagem silenciosa nesse gesto: a de que ela decidiu agir com propósito, organizando-se não apenas por fora, mas também por dentro.
Talvez seja por isso que o vestir-se bem esteja retomando seu espaço como uma forma legítima de autocuidado. Porque, no fim das contas, não se trata apenas de moda. Trata-se de ser e estar presente na própria vida, com autenticidade, respeito e intenção.
Seja feliz e até breve!
Luciana Mamede
@lulu_mamede






































