O relatório produzido pelo Ministério da Defesa com o resultado da fiscalização das urnas eletrônicas tem mais de 5 mil palavras reunidas em 22 páginas de texto. O termo “fraude” não consta no documento. E quando citam “crimes eleitorais” os militares avisam que o trabalho deles não tratou disso.
O ponto mais sensível, a menção ao suposto risco de um “código malicioso” poder alterar o funcionamento dos equipamentos de votação, foi copiado de uma apresentação que o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, fez ao Senado em julho deste ano.
Antes mesmo que os militares tivessem examinado as urnas ou visitado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para conhecer os programas que fazem o equipamento funcionar, Nogueira já falava dos riscos que poderiam ocorrer no pleito sob alegação de que nenhum sistema é 100% seguro.
Assim, a ‘ameaça’ levantada em julho reapareceu no relatório final das Forças Armadas como uma possibilidade que os militares não poderiam descartar, mesmo sem ter provas para sustentar que algo errado pudesse acontecer durante a votação.
Francisco Leali – Há 1 h





































