O Ibovespa entra no primeiro pregão de setembro com a possibilidade de alcançar sua décima alta consecutiva, depois de encerrar a segunda feira com avanço de 1%, aos 177.418,78 pontos. A sequência positiva devolveu força ao principal índice da Bolsa brasileira após um mês marcado por forte volatilidade.
Nesta terça feira, 1º de setembro, um dos principais acontecimentos para o mercado doméstico é a divulgação do Produto Interno Bruto do Brasil referente ao segundo trimestre de 2026. O resultado será acompanhado de perto pelos investidores em busca de sinais sobre o ritmo da economia brasileira e seus possíveis efeitos sobre as próximas decisões de política monetária.
As projeções indicam uma desaceleração da atividade em comparação com o primeiro trimestre, quando a economia brasileira avançou 1,1%. A intensidade dessa perda de ritmo poderá influenciar as expectativas para os juros e, consequentemente, o comportamento dos ativos negociados na Bolsa.
No exterior, a atenção permanece concentrada no aumento das tensões no Oriente Médio. A retomada dos confrontos envolvendo Estados Unidos e Irã elevou as preocupações sobre possíveis impactos na oferta global de petróleo, especialmente diante da importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio internacional da commodity.
A valorização do petróleo pode favorecer ações de empresas ligadas ao setor e contribuir para o desempenho do Ibovespa, como ocorreu no pregão anterior, quando os papéis da Petrobras tiveram forte avanço e ajudaram a sustentar a alta do índice.
Com indicadores econômicos relevantes no Brasil e um ambiente internacional mais instável, o mercado inicia setembro dividido entre a possibilidade de prolongar a sequência de ganhos e a cautela provocada pelo aumento dos riscos geopolíticos.
Por: Redação do Jornal Gazeta Nacional





































