Taguatinga (DF). O Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, emitiu uma nota oficial nesta semana classificando como dolosa, intencional e criminosa a conduta de três ex-técnicos de enfermagem investigados pela morte de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A direção afirmou que os fatos ocorreram à revelia dos protocolos de segurança e dos valores éticos da instituição, e que a instituição também se considera vítima do episódio.
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os três suspeitos teriam administrado substâncias indevidas — incluindo medicamentos fora de uso terapêutico e um produto de higiene — em pelo menos três pacientes internados, o que provocou paradas cardíacas e mortes entre novembro e dezembro de 2025. As ações teriam ocorrido enquanto um dos técnicos acessava o sistema hospitalar com login de médicos, retirava medicamentos da farmácia, preparava seringas e aplicava as substâncias às vítimas. Imagens das câmeras de segurança registraram parte das aplicações.
O hospital informou que os profissionais burlaram controles internos e violaram conscientemente barreiras de segurança existentes, ressaltando que tais condutas não refletem o padrão de atendimento da instituição. Após a identificação de “circunstâncias atípicas” no quadro clínico de alguns pacientes, um comitê interno acionou a polícia e os três foram demitidos por justa causa. Eles estão presos temporariamente por 30 dias enquanto a investigação prossegue.
Familiares das vítimas, que até então acreditavam que as mortes tinham causas naturais, agora se mobilizam para acionar a Justiça buscando respostas e reparação pelas perdas sofridas. A PCDF continua a apurar os fatos e a possibilidade de outras vítimas.
Por: Redação da Gazeta





































