Nesta segunda-feira (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Dinamarca não conseguiu afastar a “ameaça russa” da Groenlândia, território autônomo que faz parte do Reino da Dinamarca, e declarou que agora os EUA vão agir para resolver a situação.
Em publicação nas redes sociais, Trump disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tem advertido a Dinamarca por “20 anos” sobre a necessidade de lidar com a presença russa no Ártico, mas acusou o governo dinamarquês de não tomar medidas eficazes. “Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora chegou a hora, e isso será feito!”, escreveu o presidente.
O comentário de Trump ocorre em meio a um aumento das tensões diplomáticas e geopolíticas sobre a Groenlândia — que desde o início de seu segundo mandato vem sendo alvo de tentativas de pressão dos EUA para que o país seja cedido ou até mesmo anexado. Trump afirma que o controle do território, rico em minerais e estrategicamente localizado, seria vital para a segurança americana frente aos supostos avanços de Rússia e China no Ártico.
Autoridades dinamarquesas e groenlandesas têm rejeitado veementemente a ideia de abrir mão da soberania. O primeiro-ministro da Dinamarca classificou qualquer tentativa de aquisição como desnecessária e ressaltou que a defesa de Greenland é uma responsabilidade coletiva da OTAN, protegida pelo artigo 5.º da aliança.
Nos últimos dias, aliados europeus começaram a enviar pequenas unidades militares ao território como parte de exercícios defensivos e em sinal de apoio à Dinamarca, enquanto a administração Trump ameaçou impor tarifas de importação de até 25% a países europeus que se opõem à sua política sobre a ilha.
Especialistas e líderes europeus criticam as declarações e medidas de Trump, afirmando que elas podem minar a confiança entre os membros da OTAN e desestabilizar relações transatlânticas em um momento de desafios globais compartilhados.
Por: Redação da Gazeta





































