O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta terça-feira (13) que as investigações sobre o Banco Master podem revelar a maior fraude bancária da história do país, dada a complexidade das irregularidades e o impacto potencial sobre o sistema financeiro nacional.
Em entrevista em Brasília, Haddad ressaltou que o episódio “inspira muito cuidado” e que as apurações devem seguir de forma rigorosa e transparente, garantindo o direito de defesa mas sem abrir mão da firmeza em defesa do interesse público. O ministro afirmou que tem mantido diálogo diário com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e também com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, para articular a investigação conjunta.
A liquidação do banco foi decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após identificar uma crise de liquidez severa e indícios de irregularidades em operações financeiras que envolveriam bilhões de reais. A movimentação desencadeou um processo de ressarcimento de credores pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que chegou a mobilizar cerca de R$ 41 bilhões, numa das maiores operações de cobertura da história recente.
Haddad destacou que o caso é de interesse público também porque o FGC é capitalizado em parte por bancos estatais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, o que amplia a relevância institucional das apurações.
Autoridades federais, incluindo a Polícia Federal, já investigam movimentações suspeitas envolvendo a emissão de títulos e operações de crédito que podem ter sido usadas para mascarar a real situação financeira da instituição.
O ministro enfatizou que a transparência e a cooperação entre órgãos de controle serão fundamentais para esclarecer responsabilidades e evitar que prejuízos mais amplos atinjam pacientes depositantes e a confiança no sistema financeiro.
Por: Redação da Gazeta





































