Nas primeiras semanas de agosto de 2025, o Brasil viveu um momento tenso em sua política institucional: parlamentares aliados de Jair Bolsonaro ocuparam fisicamente as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, em protesto contra a prisão domiciliar decretada para o ex-presidente. A mobilização teve como reivindicações centrais a anistia para envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado — mas resultou na paralisação temporária das atividades legislativas e no cancelamento da sessão solene de abertura do Congresso. Durante a ação, parlamentares chegaram a usar adesivos na boca e correntes nos braços. A mobilização gerou forte repercussão pública e institucional.
Esse episódio ocorreu em meio a outro ponto de atrito político: o conflito entre o governo Lula e o Congresso em torno do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O governo editou um decreto visando ampliar a arrecadação, mas enfrentou forte rejeição e recuou diante da pressão política e empresarial. Posteriormente, o Congresso derrubou o decreto por ampla votação, e o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que suspendeu os efeitos tanto do Executivo quanto do Legislativo, convocando uma audiência de conciliação.
Esses acontecimentos destacam um momento de fragilidade e confronto entre os poderes institucionais, colocando em xeque os mecanismos de equilíbrio e cooperação que sustentam a governabilidade.
Por Redação – Política em Foco






































