Um alerta de emergência foi emitido por especialistas em reprodução: aditivos químicos presentes em plásticos, como ftalatos e bisfenóis — conhecidos por interferirem no sistema endócrino — estão fortemente relacionados ao declínio global nos níveis de esperma ao longo das últimas décadas. Estudos recentes apontam para uma redução média anual de 1% nos últimos 50 anos, com registros que ultrapassam os 2% ao ano desde o início dos anos 2000, especialmente em países fora do ocidente.
Embora quase cem nações já tenham sinalizado intenção de banir os plásticos mais nocivos, as últimas negociações internacionais fracassaram diante da resistência de países produtores de petróleo e gás, que bloquearam propostas de controle mais rígido sobre esses compostos.
Especialistas enfatizam que medidas individuais — como optar por produtos livres dessas substâncias — são positivas, mas insuficientes. Eles defendem reformas estruturais, regulamentações severas e o incentivo a alternativas seguras, sob o risco de um quadro irreversível para a saúde reprodutiva mundial.
Por: Redação da Gazeta






































