No mais recente relatório anual do Departamento de Estado norte-americano sobre direitos humanos, a administração Trump intensificou as críticas ao Brasil, enquanto suavizou consideravelmente o tom em relação a países aliados.
O documento aponta um deterioro significativo da situação dos direitos humanos no Brasil, especialmente no que se refere à liberdade de expressão, citando casos em que ações judiciais estariam limitando o debate público e cerceando vozes dissidentes ligadas a figuras políticas de oposição.
Em contrapartida, países alinhados à política de Trump, como El Salvador e Israel, receberam críticas mais brandas ou omissões em relação a episódios de abusos anteriores, como detenções em massa, violações de direitos LGBTQ+ e crises humanitárias.
O relatório também passou por mudanças estruturais, com a retirada de trechos sobre direitos reprodutivos e questões LGBTQIA+, e a inclusão de novas categorias como “Vida”, “Liberdade” e “Segurança da Pessoa”, em uma abordagem mais alinhada à retórica “America First”.
Críticos afirmam que o documento deixou de ter caráter independente e técnico, passando a refletir uma agenda política que favorece aliados estratégicos dos Estados Unidos e endurece o tom contra nações com as quais há tensões diplomáticas.
Por: Redação da Gazeta





































