O dólar comercial fechou esta sexta-feira (5) com alta de 3,68%, cotado a R$ 5,83 – a maior valorização diária da moeda norte-americana em dois anos. O salto brusco veio na esteira da retaliação anunciada pela China, que impôs novas tarifas sobre produtos dos Estados Unidos em resposta às medidas protecionistas adotadas pelo governo norte-americano.
O movimento acendeu um sinal de alerta nos mercados internacionais. Com os temores de uma guerra comercial mais intensa entre as duas maiores economias do planeta, investidores buscaram refúgio em ativos considerados mais seguros, como o dólar, pressionando moedas de países emergentes.
O cenário se agravou após a divulgação de dados robustos do mercado de trabalho norte-americano, que reduziram as chances de corte nos juros pelo Federal Reserve, tornando ainda mais atrativos os títulos dos EUA. O resultado foi um efeito dominó: fuga de capitais, valorização do dólar e queda na bolsa brasileira, que recuou quase 3%.
A disparada da moeda americana acende o alerta para impacto direto na inflação, especialmente nos preços de combustíveis, alimentos e produtos importados. Para o consumidor brasileiro, o reflexo pode vir já nas próximas semanas.
Por: Redação da Gazeta





































