Quase seis anos após a crise de oxigênio que colocou Manaus no centro de uma das situações mais críticas da pandemia no Brasil, o Amazonas receberá um investimento de R$ 150 milhões para ampliar sua capacidade de produção e abastecimento de gases medicinais. A Gases da Amazônia, empresa do Grupo Bringel, terá operação 24 horas e previsão de geração de mais de 60 empregos diretos.
O projeto foi desenvolvido a partir de uma experiência vivida durante a pandemia de Covid-19. Em janeiro de 2021, Manaus enfrentou uma grave crise de abastecimento de oxigênio, que mobilizou empresas, governos, profissionais de saúde e instituições de diferentes estados para garantir o fornecimento do insumo aos hospitais.
O episódio também expôs uma dificuldade que permanece relevante para a região: as grandes distâncias entre os centros produtores e os locais de consumo. No caso dos gases medicinais, a logística envolve transporte especializado e planejamento para garantir o abastecimento contínuo de unidades de saúde.
Foi a partir dessa experiência que surgiu a proposta da Gases da Amazônia. Segundo o empresário Sérgio Bringel, CEO do Grupo Bringel, o que foi vivido durante a pandemia se transformou em uma decisão de investimento para ampliar a capacidade de produção de gases na região.
“Em 2021, eu vi amigos, irmãos, o povo do Amazonas morrer sem ar. Naquele momento, fiz uma promessa: contribuir para que uma tragédia como aquela nunca mais acontecesse”, afirma Bringel.
A experiência pessoal acabou se transformando em uma decisão de investimento. Embora instalada no Amazonas, a estratégia da companhia não se limita ao mercado local. A operação começará pelo Norte, região em que as distâncias logísticas tornam o abastecimento mais complexo, e integra um plano de expansão para outros estados brasileiros.
Inicialmente, a empresa deverá atender o mercado amazonense e outros pontos da Região Norte, com fornecimento de gases para hospitais, clínicas, laboratórios e empresas. A expectativa é que a produção regional contribua para reduzir distâncias logísticas e ampliar a capacidade de resposta em situações de aumento de demanda.
“A pandemia mostrou que o abastecimento de oxigênio não pode depender apenas de respostas emergenciais. É necessário investir em produção, planejamento, logística especializada e capacidade permanente de atendimento”, diz Bringel.
Além dos empregos previstos, a instalação da indústria deve envolver uma cadeia de fornecedores, transportadores e prestadores de serviços. O projeto também contempla a possibilidade de expansão para outros estados brasileiros.
A iniciativa inclui ainda a criação de um memorial em homenagem às vítimas da Covid-19 no Norte. A proposta é preservar a memória das pessoas que morreram durante a pandemia e, especialmente, do período em que Manaus enfrentou a falta de oxigênio nos hospitais.
Sobre a Gases da Amazônia
A Gases da Amazônia é uma empresa do Grupo Bringel criada para atuar na produção e no fornecimento de gases medicinais e industriais. Com investimento de R$ 150 milhões, operação 24 horas por dia e geração de mais de 60 empregos, a empresa inicia sua atuação na Região Norte, com estratégia de expansão gradativa para outros estados brasileiros. A operação contribuirá para ampliar a capacidade produtiva, reduzir distâncias logísticas e fortalecer a segurança de abastecimento de hospitais, clínicas, indústrias e demais instituições.
Sobre o Grupo Bringel
Fundado em 1981, o Grupo Bringel é um conglomerado empresarial de origem amazônica, com presença nacional e atuação em diferentes setores da economia, como saúde, tecnologia, indústria, serviços, logística, educação e sustentabilidade. Ao longo de sua trajetória, o grupo tem desenvolvido negócios voltados à inovação, à geração de empregos, à ampliação de serviços essenciais e ao fortalecimento da infraestrutura brasileira.
Por: Redação do Jornal Gazeta Nacional





































