O Irã voltou a elevar a pressão sobre os Estados Unidos ao afirmar que o restabelecimento da segurança no Estreito de Ormuz depende de medidas concretas de Washington, entre elas o fim das sanções impostas ao país.
Neste domingo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, declarou que a prioridade de Teerã neste momento está concentrada na situação do estreito. Segundo o governo iraniano, qualquer avanço para normalizar a navegação passa pelo cumprimento de condições apresentadas aos norte-americanos.
A posição foi reforçada pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que afirmou que o Estreito de Ormuz não será reaberto enquanto sete exigências previstas em um entendimento firmado anteriormente entre as partes não forem atendidas.
Entre as reivindicações apresentadas por Teerã estão o alívio das sanções, a liberação de ativos iranianos congelados e medidas relacionadas às restrições sobre o comércio e a navegação do país.
O impasse coloca novamente o Estreito de Ormuz no centro da geopolítica internacional. A passagem marítima é estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás e, por isso, qualquer instabilidade na região ultrapassa rapidamente as fronteiras do Oriente Médio, produzindo reflexos sobre mercados, preços de energia e cadeias globais de abastecimento.
As conversas entre Washington e Teerã continuam sendo conduzidas com a participação de mediadores, especialmente do Catar. O Irã sustenta que prefere uma solução diplomática, mas mantém uma posição firme: sem avanços concretos nas exigências apresentadas, não haverá normalização plena da passagem por Ormuz.
O cenário transforma o estreito em uma das principais peças de negociação entre as duas potências e mantém o mundo atento aos próximos movimentos de Washington e Teerã.
Por Redação do Jornal Gazeta Nacional





































