Manifestações lideradas por estudantes provocam confrontos com a polícia, incêndios e pedidos de renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, ampliando a tensão no país europeu.
A Albânia vive uma escalada de tensão política após uma série de manifestações que transformaram as ruas da capital, Tirana, em cenário de confrontos violentos. Neste domingo, 18 de outubro, milhares de manifestantes voltaram a protestar contra o governo do primeiro-ministro Edi Rama, exigindo sua renúncia diante de denúncias de corrupção, dificuldades econômicas e insatisfação com o sistema educacional.
Os protestos, liderados principalmente por estudantes, ganharam proporções nacionais e resultaram em ataques a edifícios públicos, bancos e estabelecimentos comerciais. Durante os confrontos, manifestantes lançaram pedras contra policiais, enquanto as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha para dispersar multidões.
A crise também reacendeu a controvérsia envolvendo um projeto turístico de luxo no litoral albanês, associado a Jared Kushner, genro do presidente norte-americano Donald Trump. O empreendimento já havia provocado manifestações durante o verão europeu, em meio a questionamentos sobre desenvolvimento imobiliário e interesses econômicos.
No poder desde 2013, Edi Rama rejeitou os pedidos de renúncia e afirmou que a instabilidade ameaça as ambições da Albânia de ingressar na União Europeia. O país pretende conquistar a adesão ao bloco até 2030.
Segundo autoridades locais, centenas de pessoas passaram a responder por possíveis crimes relacionados às manifestações, enquanto policiais e manifestantes ficaram feridos.
A crescente insatisfação popular coloca o governo albanês diante de um dos maiores desafios de sua trajetória recente e amplia as preocupações sobre a estabilidade política do país, em um momento decisivo para suas relações com a Europa.
Por Redação do Jornal Gazeta Nacional







































