Por Malu Abib
Imaginemos que nossa consciência seja uma caixinha de joias e que o que guardamos lá dentro sejam nossas memórias.
O próprio nome sugere que seria bom guardarmos em nossa caixa apenas joias, mas só temos uma caixinha e nela misturamos joias e outros materiais que podem ser bonitos, mas que enferrujam e se deterioram: as bijuterias.
O fato é que joias e bijuterias estão misturadas em nossa caixinha.
Para entendermos: as joias são da alma. As bijuterias são do corpo. As joias são atemporais, divinas, atravessam muitas vidas… Já as bijuterias são temporais, pertencem ao corpo, à biologia, à personalidade, ou seja, a esta vida.
Imaginemos nossa caixinha sem as bijuterias… Quando somos acometidos por alguma doença, podemos esquecer coisas como o gás ligado, as contas a pagar ou que o cachorro pode morder… Essa é nossa memória-hábito ou motriz, relacionada aos automatismos e às habilidades adquiridas. Ela é muito importante!
Já a memória da alma, que aqui associamos à dimensão mais profunda de nossas lembranças, diz respeito a recordarmos quem somos e a que viemos. Nessa perspectiva espiritual, está ligada ao divino em nós e não estaria sujeita a enfermidades, tampouco poderia ser destruída por um acidente ou simplesmente se perder.
Qual das duas devemos preservar, senão as duas?
E, se combinarmos os acessórios com a roupa e a ocasião, por semelhança e contraste, estaremos falando de elegância, sem luxo excessivo nem precariedade, usando o dress code perfeito para o evento Vida.
Malu Abib é Comunicadora e Estudante de Filosofia.





































