
Existem histórias que começam com oportunidades. Outras começam com ausências. A de Yago carrega um pouco das duas, mas foi diante daquilo que lhe faltou que ele aprendeu, ainda muito jovem, a lutar pelo que desejava construir.
Aos 10 anos, Yago perdeu a mãe. A morte de uma das pessoas mais importantes de sua vida interrompeu precocemente parte da leveza da infância e marcou profundamente os anos que viriam. Três anos depois, aos 13, tomou uma decisão que, para alguém tão jovem, já revelava uma inquietação incomum: não queria apenas esperar pelo futuro. Queria começar a construí-lo.

O trabalho entrou cedo em sua história. Aos 14 anos, enquanto muitos adolescentes ainda começavam a descobrir o que desejavam para a vida, ele já buscava independência e um caminho profissional.
Foi, no entanto, dentro da igreja que uma câmera começou a dar forma a algo maior.
Em 2023, Yago passou a servir na equipe de mídia como videomaker. O que inicialmente era uma oportunidade de servir também se transformou em aprendizado, experiência e, posteriormente, profissão. Entre gravações, enquadramentos e edições, ele encontrou uma linguagem para contar histórias e percebeu que aquele talento poderia levá-lo além.
O percurso, porém, esteve longe de ser linear.
Em 2025, a falta de retorno financeiro colocou sua escolha à prova. Yago trabalhava, investia e insistia, mas os resultados não acompanhavam o esforço. A possibilidade de abandonar o audiovisual deixou de ser um pensamento distante e passou a parecer uma decisão possível.
Foi nesse período que a fé, presente desde o início de sua caminhada, ganhou ainda mais significado. Em uma oração, ele decidiu que não desistiria daquilo que acreditava ser um propósito colocado por Deus em seu coração.
Pouco tempo depois, a realidade começou a mudar.
No início de 2026, cinco novos clientes chegaram quase simultaneamente. Para Yago, aquele momento representou mais do que crescimento profissional. Era a confirmação de que os anos de aprendizado, investimento e persistência começavam, finalmente, a produzir resultados.
Hoje, ainda muito jovem, ele afirma ter alcançado uma realidade financeira que parecia distante quando pensou em abandonar a profissão. Mas, ao contar sua trajetória, não atribui a mudança a um acontecimento isolado. Para ele, existe uma combinação inseparável entre trabalho, constância, fé e as oportunidades que acredita terem sido conduzidas por Deus.
Sua história também acompanha uma transformação do próprio mercado audiovisual. Em um tempo em que vídeos se tornaram parte central da comunicação de empresas, marcas, profissionais e instituições, o videomaker deixou de ocupar apenas os bastidores. É ele quem transforma segundos em narrativa, imagem em posicionamento e momentos em histórias capazes de permanecer.
Talvez seja justamente por isso que Yago rejeite a ideia de tratar a profissão como uma simples tendência.
Por trás de cada imagem que produz existe um menino que conheceu a perda cedo demais, um adolescente que decidiu trabalhar enquanto ainda construía os próprios sonhos e um jovem que esteve perto de desistir quando os resultados pareciam não chegar.
A câmera registra aquilo que está diante dela. A trajetória de Yago, porém, revela algo que nenhuma lente consegue captar por completo: algumas das maiores mudanças de uma vida acontecem justamente no intervalo entre pensar em desistir e encontrar uma razão para continuar.
E, para ele, essa razão sempre teve nome: fé.
Por: Redação do Jornal Gazeta Nacional





































